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Por que meu filho não para quieto?

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Queixa recorrente na clínica e nas escolas, que deixa pais e professores de cabelo em pé é o fato de as crianças não pararem quietas. Mas como assim, não parar quieto? Visto como "o pestinha" que pinta e borda no restaurante, não senta na carteira escolar, não fixa-se nas brincadeiras, não faz o que pais e professores pedem. Mas, o que pode ter esta criança? Nossos avós diriam que é uma criança sapeca, outras pessoas diriam que é "sem educação" e talvez os pais pensassem será que ele não sofre do Transtorno de Déficit de Atenção? Todas estas alternativas podem estar corretas, mas as possibilidades devem ser bem avaliadas para que a criança tenha a chance de ser atendida de acordo com a sua necessidade.Vamos pensar um pouco juntos: Quantos anos esta criança tem?  Até os 3, 4 anos, exigir que uma criança fique sentadinha fazendo as atividades da escola por quatro horas é tarefa quase impossível. Com suas conexões cerebrais a todo vapor, apreendendo o mundo...

Família e educação formal. Esta parceria vale a pena?

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Os profissionais de Psicologia e Educação muitas vezes discorrem sobre a importância da participação ativa da família na formação escolar de seus filhos na infância e na adolescência. Atos como ir à reuniões escolares, acompanhar a criança a fazer uma pesquisa para trabalhos escolares, se ela fez os deveres, conhecer professores, coordenadores e amigos da escola pode parecer algo cansativo e que gera pouca diferença no desempenho escolar das crianças, mas pesquisas indicam que não. Este acompanhamento é mais eficaz do que uma escola "mais forte" ou "particular". Outros fatores como disponibilidade de material escolar e pontualidade do professor contribuem para a melhora dos resultados. Por outro lado,  estudos indicam que pais que fazem as lições dos filhos, e não permitem que eles exerçam a autonomia prejudicam o processo de aprendizagem. Outro fato importante é a questão da pré escola. Frequentá-la aumenta as possibilidades de melhor desempenho escolar. M...

Como estimular as funções executivas?

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COM AS DICAS ABAIXO VOCÊ AJUDA SEU FILHO A ESTIMULAR AS FUNÇÕES COGNITIVAS. - Mantenha uma relação positiva com seu filho para ajudá-lo a se preparar melhor para lidar com situações estressantes, o que, por sua vez, o ajudará a desenvolver suas funções executivas. - Seja afetuoso e sensível às necessidades do seu filho. - Use métodos brandos de disciplina, como dialogar ele e pedir ou sugerir educadamente quando você quer que ele faça ou deixe de fazer alguma coisa. - Incentive seu filho a ser independente, ajudando-o em suas atividades somente quando ele precisa. - Tente manter atividades domésticas e rotinas consistentes e organizadas. - Seja paciente quando seu filho pequeno tiver um comportamento rebelde (por exemplo, recusando-se de colocar o casaco antes de sair quando está fazendo frio, comendo um biscoito mesmo se você tiver dito a ele para não fazê-lo). - Seja realista a respeito do que ele pode fazer em diferentes idades. Por...

Escola é lugar de estudar?

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Você deve pensar... Esta pobre psicóloga deve estar com parafusos a menos presos na sua cachola.   Que pergunta mais tola! Ainda bem meus parafusos cerebrais estão bem, obrigada! Mas o que quero colocar em nosso bate papo hoje, é o fato de que, obviamente a escola é local de estudar sim, mas também é nela que aprendemos a viver em sociedade, fazemos amigos, brincamos... Coloco esta questão para conversarmos pois recebo pais desesperados pelo fato de uma criança de 5 anos ir na escola “só para brincar”e ainda não ter aprendido a ler e escrever ou ainda bravos com a coordenação por avisar aos pais que a criança não faz amizades ou é agressiva no contexto escolar. As aulas de educação física por exemplo, contribuem para que a criança conheça seu corpo, tenha noção de esquerda e direita, trabalhe sua motricidade grossa. A aula de artes trabalha a motricidade fina, a criatividade, e isso não é essencial para o aprender com qualidade? E o recreio? Ah, o delicioso recreio...

Você sabe o que são funções executivas?

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Com o avanço das pesquisas em neuropsicologia, a cada dia mais escutamos falar em funções executivas. Mas o que é isso? As funções executivas englobam tudo aquilo o que precisamos para atingir um objetivo, ou seja, a capacidade de planejar o passo a passo, avaliá-lo, traçar um novo caminho se preciso e estas tarefas requerem muita concentração, possibilidade de esperar a hora correta de agir... E precisamos que as funções executivas funcionem bem desde cedo. Na escola, dependemos delas para organizar o material das aulas, começar e terminar a atividade que a professora passou, esperar a nossa vez de responder sem atropelar a classe toda. No trabalho, elas são muito importantes também, pois precisamos destas funções para conseguir dar conta de todas as atividades que o chefe nos passa. E aquele projeto desafiador do qual depende nossa promoção? Passa pelas funções executivas também. Até em nossa vida pessoal ou amorosa estas funções são importantes. É através delas que pode...

Como ajudar meu filho a estudar?

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Puxa! O tempo está passando bem rápido! O primeiro bimestre já se foi, estamos quase de mãos dadas com as delícias juninas! E as notas de seu filho, como vão? Ah, você pode responder...”nem muito boas, mas ainda tem um ano quase para recuperar...” Não é bem assim.  Estamos quase no meio do ano, e depois das férias de julho começam a se instalar o desespero de bombar de ano. Então que tal ajudar a criançada a organizar-se com os estudos? Assim pode até sobrar mais tempo para o lazer (e sim, isto é muito necessário para um bom desempenho escolar – nada de encher as crianças de atividade, ok?). Se você tem um filho pequenino, é desta idade que  você irá o apresentando para as obrigações que ele terá na escola. Se for mais velho e não estiver habituado, a tarefa fica mais complicadinha, mas não tão difícil. Seguem as dicas: ·          A criança deve ter um local de estudo limpo, iluminado e tranqüilo. Não precisa ser uma mega esc...

A importância do afeto na aprendizagem

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Diariamente,  todos nós escutamos falar da importância que tem o amor, o carinho, a confiança e o respeito nas relações familiares.  A família é nosso porto seguro, é o primeiro lugar  onde aprendemos a conviver com outros humanos, com suas regras, vontades, possibilidades... Daí  vem a escola. Aquele local escolhido a dedo pelos pais, que acolherá nosso anjinho sem asas, nossa melhor obra prima. É neste ambiente que, no início, mães saem com lágrimas nos olhos, com um sentimento de dor e alívio, tentando fazer de tudo para confiar que nossa criancinha será bem tratada, querida e que, de quebra, receba uma boa educação. Mas porque quando estamos exercendo nosso papel de educador, por alguns instantes nos esquecemos desta máxima que procuramos ao buscar uma escola para nossas crianças? O afeto não é apenas um amor incondicional, e sim sentimentos que muitas vezes nos movem a fazer várias coisas, inclusive a aprender.  Por exemplo, quem não aprende me...

Depressão e rendimento escolar

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Para começar nosso bate papo, vamos falar um pouco sobre  depressão na infância e na adolescência. Você pode pensar, “Mas o quê? Criança lá tem preocupação para ter depressão? E o adolescente? É chato por natureza, não é depressivo, não. Isso é frescura.” Para que as informações sejam baseadas em dados científicos, um estudo da Unifesp (Universidade Federal de SP) entitulado Segundo Levantamento de álcool e drogas indicou que, no Brasil 21% dos jovens entre 10 e 19 anos apresentam sintomas depressivos. A OMS (Organização Mundial de Saúde) estima que entre as pessoas de 10 a 19 anos esta seja a principal causa e doenças em nossos jovens. Outros estudos indicam que 77% dos adultos que tem depressão apresentavam os sinais na infância e na adolescência. Segundo dados das pesquisadoras Sheila Abramovitch e Lilian O e C de Aragão, a prevalência de depressão no pré-púbere (9 a 12 anos) é de 2% e no adolescente de 6%. E pasme! Uma depressão não tratada pode ser a causa de um suicídi...

Como detectar os problemas de aprendizagem?

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Durante algumas semanas conversamos sobre problemas de aprendizagem. Mostramos como eles se apresentam e que dificuldades trazem. Mas, fica uma questão... Será que dá para intervir ou ao menos notá-los antes de eles realmente estejam dificultando (e muito) a vida escolar e social de nossas crianças? Pais e professores atentos realmente notam que algo está diferente com seus filhos e alunos, mas o problema pode passar desapercebido, pois muitas vezes os professores tem receio de serem mal interpretados pelos pais,(sendo acusados de perseguição ou mesmo de criticar a criança), pelo fato de terem salas absolutamente lotadas ou pela falta de conhecimento destas problemáticas. Pelo lado dos pais, é difícil enxergar que seu filhote, a melhor parte de si mesmo, pode ter alguma dificuldade, além do mais, o trabalho, trânsito e outras atividades cotidianas tendem a tomar muito o tempo dos pais, que acabam por não perceber as mudanças no comportamento da criançada  o que pode demonstrar...

O que é disortografia?

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Esta semana vamos falar um pouco sobre mais um “dis” que encontramos como um dificultador da aprendizagem. Imagine que você estudou bastante e precisa mostrar o que aprendeu em uma prova escrita. Ou ainda precisa deixar um recado um pouco mais complexo...mas... você simplesmente não consegue colocar no papel de forma que outra pessoa entenda o que está tão claro e límpido na sua mente...Digno de um pesadelo, não é mesmo? A disortografia se apresenta como uma dificuldade em expressar-se pela escrita. O indivíduo com esta problemática não consegue organizar um texto nem expressar seus conhecimentos segundo as regras ortográficas vigentes em sua língua mãe. Escrever uma simples redação ou ainda responder a uma questão objetiva nas provas pode ser motivo de desespero para estes indivíduos. Eles não tem facilidade em organizar o texto em parágrafos, cometem erros gramaticais frequentemente e bem como na disgrafia, a letra pode apresentar-se ilegível e a escrita ser lentificada. O...

O que é discalculia?

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Para a maioria das pessoas o fato de “ir mal de matemática” é a coisa mais normal e aceita do mundo. Afinal aqueles que tiram boas notas na matéria ou ainda gostam de estudá-la são considerados os “nerds “ou  “diferentões”. Esta idéia é tão comum, mas tão comum, que, muitas vezes os próprios professores da matéria ficam resignados e não buscam outras alternativas de ensinar esta ciência às crianças, de uma forma que elas não apenas aprendam seus fundamentos bem como interessem-se por ela.Eu mesma, quando adolescente ou criança pensava... “mas para que vou usar  hipotenusa, cateto, área de um poliedro ou ainda decorar fórmulas. E as tarefas de álgebra.. Pra quê??? As crianças brasileiras já possuem uma defasagem enorme em leitura e escrita e quando falamos em matérias da área de exatas, como matemática e física, os resultados são alarmantes.  Dados coletados em 2015 do INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa em Educação Anísio Teixeira) indicam que, no ques...