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Nem todas crianças são iguais

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Hoje, com a política de inclusão nas escolas, nossas crianças estão tendo contato com outras crianças muitas vezes um pouco diferente delas. Crianças que não ouvem ,não veem, não param quietas, brigam demais, não entendem o que a professora explica ou tem dificuldades de locomoção. Pesquisas indicam que estas crianças desenvolvem-se muito na companhia das crianças que tem mais facilidades que elas. Além disso, esta conivência fortalece a sensação de pertencimento destas crianças e de seus familiares. Este dia a dia também ajuda muito as crianças ditas ‘normais’. Convivendo com outros alunos que possuem necessidades diferentes das delas, aprendem a serem mais tolerantes, a colocarem-se no lugar dos outros, a serem mais solícitas, mas não conseguem nada disso sem a ajuda de um adulto. Professores, pais e familiares tem que atentar-se ao que as crianças contam de seu dia a dia escolar, devem frequentar a escola de seus filhos, conhecer coleguinhas e seus familiares. Adultos não dev...

Por que meu filho não para quieto?

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Queixa recorrente na clínica e nas escolas, que deixa pais e professores de cabelo em pé é o fato de as crianças não pararem quietas. Mas como assim, não parar quieto? Visto como "o pestinha" que pinta e borda no restaurante, não senta na carteira escolar, não fixa-se nas brincadeiras, não faz o que pais e professores pedem. Mas, o que pode ter esta criança? Nossos avós diriam que é uma criança sapeca, outras pessoas diriam que é "sem educação" e talvez os pais pensassem será que ele não sofre do Transtorno de Déficit de Atenção? Todas estas alternativas podem estar corretas, mas as possibilidades devem ser bem avaliadas para que a criança tenha a chance de ser atendida de acordo com a sua necessidade.Vamos pensar um pouco juntos: Quantos anos esta criança tem?  Até os 3, 4 anos, exigir que uma criança fique sentadinha fazendo as atividades da escola por quatro horas é tarefa quase impossível. Com suas conexões cerebrais a todo vapor, apreendendo o mundo...

Família e educação formal. Esta parceria vale a pena?

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Os profissionais de Psicologia e Educação muitas vezes discorrem sobre a importância da participação ativa da família na formação escolar de seus filhos na infância e na adolescência. Atos como ir à reuniões escolares, acompanhar a criança a fazer uma pesquisa para trabalhos escolares, se ela fez os deveres, conhecer professores, coordenadores e amigos da escola pode parecer algo cansativo e que gera pouca diferença no desempenho escolar das crianças, mas pesquisas indicam que não. Este acompanhamento é mais eficaz do que uma escola "mais forte" ou "particular". Outros fatores como disponibilidade de material escolar e pontualidade do professor contribuem para a melhora dos resultados. Por outro lado,  estudos indicam que pais que fazem as lições dos filhos, e não permitem que eles exerçam a autonomia prejudicam o processo de aprendizagem. Outro fato importante é a questão da pré escola. Frequentá-la aumenta as possibilidades de melhor desempenho escolar. M...

Como estimular as funções executivas?

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COM AS DICAS ABAIXO VOCÊ AJUDA SEU FILHO A ESTIMULAR AS FUNÇÕES COGNITIVAS. - Mantenha uma relação positiva com seu filho para ajudá-lo a se preparar melhor para lidar com situações estressantes, o que, por sua vez, o ajudará a desenvolver suas funções executivas. - Seja afetuoso e sensível às necessidades do seu filho. - Use métodos brandos de disciplina, como dialogar ele e pedir ou sugerir educadamente quando você quer que ele faça ou deixe de fazer alguma coisa. - Incentive seu filho a ser independente, ajudando-o em suas atividades somente quando ele precisa. - Tente manter atividades domésticas e rotinas consistentes e organizadas. - Seja paciente quando seu filho pequeno tiver um comportamento rebelde (por exemplo, recusando-se de colocar o casaco antes de sair quando está fazendo frio, comendo um biscoito mesmo se você tiver dito a ele para não fazê-lo). - Seja realista a respeito do que ele pode fazer em diferentes idades. Por...

Escola é lugar de estudar?

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Você deve pensar... Esta pobre psicóloga deve estar com parafusos a menos presos na sua cachola.   Que pergunta mais tola! Ainda bem meus parafusos cerebrais estão bem, obrigada! Mas o que quero colocar em nosso bate papo hoje, é o fato de que, obviamente a escola é local de estudar sim, mas também é nela que aprendemos a viver em sociedade, fazemos amigos, brincamos... Coloco esta questão para conversarmos pois recebo pais desesperados pelo fato de uma criança de 5 anos ir na escola “só para brincar”e ainda não ter aprendido a ler e escrever ou ainda bravos com a coordenação por avisar aos pais que a criança não faz amizades ou é agressiva no contexto escolar. As aulas de educação física por exemplo, contribuem para que a criança conheça seu corpo, tenha noção de esquerda e direita, trabalhe sua motricidade grossa. A aula de artes trabalha a motricidade fina, a criatividade, e isso não é essencial para o aprender com qualidade? E o recreio? Ah, o delicioso recreio...

Você sabe o que são funções executivas?

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Com o avanço das pesquisas em neuropsicologia, a cada dia mais escutamos falar em funções executivas. Mas o que é isso? As funções executivas englobam tudo aquilo o que precisamos para atingir um objetivo, ou seja, a capacidade de planejar o passo a passo, avaliá-lo, traçar um novo caminho se preciso e estas tarefas requerem muita concentração, possibilidade de esperar a hora correta de agir... E precisamos que as funções executivas funcionem bem desde cedo. Na escola, dependemos delas para organizar o material das aulas, começar e terminar a atividade que a professora passou, esperar a nossa vez de responder sem atropelar a classe toda. No trabalho, elas são muito importantes também, pois precisamos destas funções para conseguir dar conta de todas as atividades que o chefe nos passa. E aquele projeto desafiador do qual depende nossa promoção? Passa pelas funções executivas também. Até em nossa vida pessoal ou amorosa estas funções são importantes. É através delas que pode...

Como ajudar meu filho a estudar?

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Puxa! O tempo está passando bem rápido! O primeiro bimestre já se foi, estamos quase de mãos dadas com as delícias juninas! E as notas de seu filho, como vão? Ah, você pode responder...”nem muito boas, mas ainda tem um ano quase para recuperar...” Não é bem assim.  Estamos quase no meio do ano, e depois das férias de julho começam a se instalar o desespero de bombar de ano. Então que tal ajudar a criançada a organizar-se com os estudos? Assim pode até sobrar mais tempo para o lazer (e sim, isto é muito necessário para um bom desempenho escolar – nada de encher as crianças de atividade, ok?). Se você tem um filho pequenino, é desta idade que  você irá o apresentando para as obrigações que ele terá na escola. Se for mais velho e não estiver habituado, a tarefa fica mais complicadinha, mas não tão difícil. Seguem as dicas: ·          A criança deve ter um local de estudo limpo, iluminado e tranqüilo. Não precisa ser uma mega esc...

A importância do afeto na aprendizagem

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Diariamente,  todos nós escutamos falar da importância que tem o amor, o carinho, a confiança e o respeito nas relações familiares.  A família é nosso porto seguro, é o primeiro lugar  onde aprendemos a conviver com outros humanos, com suas regras, vontades, possibilidades... Daí  vem a escola. Aquele local escolhido a dedo pelos pais, que acolherá nosso anjinho sem asas, nossa melhor obra prima. É neste ambiente que, no início, mães saem com lágrimas nos olhos, com um sentimento de dor e alívio, tentando fazer de tudo para confiar que nossa criancinha será bem tratada, querida e que, de quebra, receba uma boa educação. Mas porque quando estamos exercendo nosso papel de educador, por alguns instantes nos esquecemos desta máxima que procuramos ao buscar uma escola para nossas crianças? O afeto não é apenas um amor incondicional, e sim sentimentos que muitas vezes nos movem a fazer várias coisas, inclusive a aprender.  Por exemplo, quem não aprende me...

Depressão e rendimento escolar

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Para começar nosso bate papo, vamos falar um pouco sobre  depressão na infância e na adolescência. Você pode pensar, “Mas o quê? Criança lá tem preocupação para ter depressão? E o adolescente? É chato por natureza, não é depressivo, não. Isso é frescura.” Para que as informações sejam baseadas em dados científicos, um estudo da Unifesp (Universidade Federal de SP) entitulado Segundo Levantamento de álcool e drogas indicou que, no Brasil 21% dos jovens entre 10 e 19 anos apresentam sintomas depressivos. A OMS (Organização Mundial de Saúde) estima que entre as pessoas de 10 a 19 anos esta seja a principal causa e doenças em nossos jovens. Outros estudos indicam que 77% dos adultos que tem depressão apresentavam os sinais na infância e na adolescência. Segundo dados das pesquisadoras Sheila Abramovitch e Lilian O e C de Aragão, a prevalência de depressão no pré-púbere (9 a 12 anos) é de 2% e no adolescente de 6%. E pasme! Uma depressão não tratada pode ser a causa de um suicídi...

Como detectar os problemas de aprendizagem?

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Durante algumas semanas conversamos sobre problemas de aprendizagem. Mostramos como eles se apresentam e que dificuldades trazem. Mas, fica uma questão... Será que dá para intervir ou ao menos notá-los antes de eles realmente estejam dificultando (e muito) a vida escolar e social de nossas crianças? Pais e professores atentos realmente notam que algo está diferente com seus filhos e alunos, mas o problema pode passar desapercebido, pois muitas vezes os professores tem receio de serem mal interpretados pelos pais,(sendo acusados de perseguição ou mesmo de criticar a criança), pelo fato de terem salas absolutamente lotadas ou pela falta de conhecimento destas problemáticas. Pelo lado dos pais, é difícil enxergar que seu filhote, a melhor parte de si mesmo, pode ter alguma dificuldade, além do mais, o trabalho, trânsito e outras atividades cotidianas tendem a tomar muito o tempo dos pais, que acabam por não perceber as mudanças no comportamento da criançada  o que pode demonstrar...

O que é disortografia?

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Esta semana vamos falar um pouco sobre mais um “dis” que encontramos como um dificultador da aprendizagem. Imagine que você estudou bastante e precisa mostrar o que aprendeu em uma prova escrita. Ou ainda precisa deixar um recado um pouco mais complexo...mas... você simplesmente não consegue colocar no papel de forma que outra pessoa entenda o que está tão claro e límpido na sua mente...Digno de um pesadelo, não é mesmo? A disortografia se apresenta como uma dificuldade em expressar-se pela escrita. O indivíduo com esta problemática não consegue organizar um texto nem expressar seus conhecimentos segundo as regras ortográficas vigentes em sua língua mãe. Escrever uma simples redação ou ainda responder a uma questão objetiva nas provas pode ser motivo de desespero para estes indivíduos. Eles não tem facilidade em organizar o texto em parágrafos, cometem erros gramaticais frequentemente e bem como na disgrafia, a letra pode apresentar-se ilegível e a escrita ser lentificada. O...