sábado, 26 de dezembro de 2015

Breno Viola, primeiro portador de Síndrome de Down, faixa preta no judô. Usa sua história como exemplo em projeto social.

Navegando pela internet, encontrei esta matéria e achei fantástica, um belo exemplo de vida. Sendo assim, resolvi compartilhar com vocês. 

Quem conhece Breno Viola sabe que para ele tudo é possível. Das limitações enfrentadas durante a vida, segundo o carioca, nenhuma é intransponível. E prova disso está na carreira de sucesso que o atleta de 35 anos construiu no judô. Há cerca de três décadas no esporte, ele se tornou o primeiro portador de Síndrome de Down do mundo a alcançar a faixa preta.
O currículo faz de Breno um exemplo e, mais recentemente, um padrinho. Para inspirar quem precisa de um “empurrãozinho” na luta contra os obstáculos do dia a dia, o atleta aceitou o convite para participar do Instituto de Projetos e Ações Sociais Dr. João Pallotino, do Rio. A entidade é responsável por ações que buscam o desenvolvimento social de crianças, jovens e adultos:
— Foi algo que eu não esperava. Um dia recebi uma ligação, eram eles me convidando para participar. É algo especial. Não quero ajudar somente portadores de Síndrome de Down, mas qualquer pessoa que precise.
O judoca não foi escolhido por acaso. No currículo estão dois Mundiais em sua categoria, feito que fizeram dele uma referência internacional quando o assunto é inserção de portadores de Síndrome de Down. Agora padrinho, Breno já sabe qual o próximo passo da parceria com o instituto.
— Já existe uma possibilidade de fazermos algo para portadores de Síndrome de Down no futuro. Ainda não sei quando será o próximo encontro e como será. Mas o apoio é fundamental para termos mais gente inserida na sociedade. Seja por meio do esporte ou não — ressalta ele, explicando que ajuda o instituto participando de bate-papos: — Conto minha história e mostro que nada é impossível.
Nas olimpíadas, mas fora do tatame


De férias após o fim dos treinos no Flamengo, Breno não poderá participar dos Jogos Paralímpicos do Rio, no ano que vem. A organização da competição veta a presença de atletas portadores de Síndrome de Down. Apesar do impedimento, o judoca não ficará fora da festa do esporte em sua casa.
— Vou ajudar de diversas formas. Além de treinar com atletas paralímpicos que participarão da disputa, serei voluntário nas Olimpíadas. Também fui convidado para o revezamento da tocha olímpica, mas ainda não está confirmado — revela, sem esconder a animação com esta possibilidade.
Para Breno, os títulos conquistados durante décadas de tatame estão em segundo plano. O primordial é ajudar quem mais precisa:
— É diferente das medalhas que ganhei. É mais especial, não apenas por eu ser o padrinho do projeto, mas por eu ter uma missão. E isso vale como uma medalha de ouro.


Fonte: http://extra.globo.com/esporte/primeiro-portador-de-sindrome-de-down-faixa-preta-no-judo-breno-viola-usa-sua-historia-como-exemplo-em-projeto-social-18362663.html#ixzz3vRsThqEg