quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Como ajudar meu filho a estudar?


Entramos no mês de setembro. As provas do terceiro bimestre estão batendo nas portas das escolas. Alguns alunos precisam apenas manter o desempenho dos bimestres anteriores, outros precisam estudar bastante para “ correr atrás do prejuízo” .
O fato é que cada criança aprende de um jeito. Umas aprendem melhor analisando figuras, outras lendo, outras ouvindo a matéria dada, outras escrevendo... Mas como ajudar meu filho a estudar?
Para iniciar, há a necessidade de se criar uma hora e um local de estudo. Um lugar calmo, claro (a luz tem que entrar do lado oposto ao que a criança escreve – para destros a luz da janela deve vir da esquerda e para canhotos a luz virá pela direita). Não adianta também colocar a criança para estudar a tarde inteira sem intervalos. O ideal é um intervalo de 10 minutos a cada 35 minutos de estudo. Tente perceber, qual horário sua criança está mais concentrada para estudar.
Televisão, celular, rádio, computador não devem estar disponíveis a esta hora. Obviamente hoje o computador muitas vezes faz parte da tarefa, mas é importante que cuidadores possam acompanhar a criança nesta hora, para que não se disperse nestes 30 minutos de estudo, e use o computador neste período apenas no que for necessário à execução da tarefa.
Mas você pode pensar...Que absurdo! Até parece que meu filho adolescente vai largar a parafernália eletrônica para estudar” . É verdade, se ele não tiver este hábito desde pequeno será mais difícil mas não impossível. Com sua ajuda tudo tem seu jeito. Afinal, meia hora sem os aplicativos de mensagens não o matarão. Ele poderá verificá-lo nos 10 minutos de descanso (e você pode aproveitar a deixa e tentar ficar sem o aplicativo por uns minutinhos...não adianta você estar o estimulando a concentrar-se se você mesma não desliga a televisão e nem se separa do celular.).
Tente ensiná-lo a resumir o que leu anotando as palavras mais importantes e depois dizendo o que entendeu. Inicialmente faça isto a cada parágrafo e depois vá aumentando o número de parágrafos lidos até que ele possa ler (ou você ler o texto) e a criança responder, com as palavras dela, o que entendeu do texto todo.
Você também pode fazer mapas mentais que são esquemas, desejos e palavras que o ajudam a lembrar da matéria Veja o exemplo abaixo:





  
                                      Fonte: https://almirbrcoa.wordpress.com

                  Você também pode estimulá-lo a gravar  o que explicou e estudar, a fazer contas contando palitos de dente, tampinhas... a imaginação é o limite. Pode parecer que dá muito trabalho, que você não disponibiliza de tempo...mas depois, ao acostumar com estas possibilidades será mais fácil para ele e par você.

                  Se você perceber que seu filho tem dificuldades para prestar atenção, memorizar, ler, escrever , fazer cálculos, procure a ajuda de um psicopedagogo. Ele é o profissional habilitado para ajudar seu filho nesta demanda escolar. Não deixe que a criança sofra com a aprendizagem. É na escola que ele vai ter subsídios para ser alguém realizado profissionalmente. Dê esta chance a ele.

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A aprendizagem de nossas crianças

       E vamos lá para a última parte explicativa de nosso texto da volta às aulas. Como vai a aprendizagem de nossas crianças? Você sabe em quais matérias seu filho tem maior dificuldade ou facilidade? E dentro desta matéria, qual a dificuldade? É de entender o que  o texto diz? É na leitura? Na escrita? No contar?
       Há quanto tempo você não vai às reuniões de professores? Ou se não pode ir, quem vai em seu lugar? O que significa  a escolha para seu filho? Ele tem feito as tarefas ?  E a qualidade das tarefas, como andam? Não vale copiar e colar do Google para entregar a atividade e não aprender nada com isso.
Ufa! Quantas perguntas!! Pois é, acompanhar a escolaridade das crianças é assunto sério. E tudo isso não termina quando eles vão para o fundamental 2, no sexto ano, quando achamos que não precisam mais do nosso apoio, que se vão mal é porque são preguiçosos, folgados... Às vezes até pode ser preguiça mesmo, já que nossa escola muitas vezes se mostra menos interessante que os outros desafios que nossos jovens encontram fora dela, mas o fato é que a escola é o maior caminho para a liberdade. Sabendo ler bem, escrever bem, contar bem, fazer uma ótima interpretação de texto é que nossas crianças poderão ser o que quiserem nesta vida! Olhe a importância disto!
Pesquisas indicam que 50% de nossa população escolar são analfabetos funcionais. O que quer dizer isto? Quer dizer que sabem ler e escrever (não necessariamente com qualidade – leitura ruim, truncada e com muitos erros de escrita) além de terem muita dificuldade em interpretar texto, ou seja , leem mas não entendem nada do que leram. Você já fez este teste? Peça para seu filho ler um texto e dizer a você o que entendeu dele. Você pode assustar-se com o resultado desta simples ação.

Um jovem com todas estas dificuldades até pode chegar à faculdade, mas que qualidade de profissional sairá dela? Nem tudo eles poderão resolver com uma calculadora ou com a internet. Você gostaria de ir a um médico que pouco estuda? E contrataria um administrador que não sabe ao certo o que fazer com seu dinheiro? Deixaria seu filho nas mãos de um pedagogo que copia as técnicas da internet, mas não sabe ao certo para que as usa? Pois é... nossos filhos não podem fazer parte desta estatística.
Acompanhe o aprendizado de seu filho, seja “chata” , olhe as tarefas, o acompanhe quando estiver estudando no ensino médio, converse com os professores no fundamental 1 e 2. Não é porque ele está entrando na adolescência que ele não precisa mais de você. Ele pode não querer tanto sua ajuda, mas com certeza sentirá-se muito feliz de saber eu você está por perto. Obviamente, quanto mais velho for, mais responsabilidade terá. Não faz sentido um rapaz na faculdade precisando que os pais vejam se sua tarefa está coerente com a demanda universitária, mas é necessário o apoio ao adolescente que presta vestibular, por exemplo.

Ah! E não permita que as dificuldades escolares se perpetuem bimestre a bimestre, ano a ano. Isso gera baixa auto estima, bullying, depressão e mais dificuldade para apreender o mundo que o cerca. Busque a orientação de um psicopedagogo de sua confiança aos primeiros sinais de que algo não vai bem. Ele o orientará com o que for necessário e ajudará seu filho  a transpassar suas dificuldades. Você é responsável pelo futuro dele.

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