sábado, 25 de junho de 2016

Férias, e agora??

Período esperado pelas crianças e temido pelos pais. As férias!

Muitos  pais ficam com o cabelo em pé de pensar que as férias estão chegando!

É importante pensar que este período a criança precisa realmente descansar, o que não quer dizer, de forma nenhuma, ficar ociosa ou passar 20 horas por dia diante do computador, vídeo game ou tablet.

Muitas escolas criam um circuito de férias diferenciado, há cursos de curta duração com aulas de teatro, circo, culinária...Mas nem todos os pais tem a possibilidade de pagar por este divertimento todo. A cada dia mais as crianças acabam por não viajar neste período já que pais, tios e avós muitas vezes estão trabalhando também e não podem acompanhá-los.

Durante o mês de férias, darei dicas simples e de baixo (ou nenhum custo) para que as férias sejam muito alegres e dignas de muita conversa na volta às aulas.

Vamos começar com atividades para mexer o corpo e sacudir a alma. Que tal montar um jogo muito apreciado (e caro) com seus próprios pés e mãos gastando bem pouco?

Material:

Guache
2 metros de papel pardo
papelão e canetinha

Modo de fazer

Passe a tinta de cores diferentes nos pés e nas mãos da criançada e "carimbe" a folha. Espere secar.
Faça um dado com o papelão e, em cada face do dado, desenhe uma bolinha da cor de cada guache usado.
Produza um outro dado, e, em cada face do mesmo desenhe um pé ou uma mão.
Num terceiro dado, em cada face escreva uma letra D ou uma letra E (que simbolizam direita ou esquerda).



Como brincar?

Jogue um cado de cada vez e reproduza, com seu corpo, o que caiu no dado.
Por exemplo, azul, pé e D (direito)
A criança deve ir para o papel e colocar o pé direito no pezinho direito que carimbou no papel. E fica aguardando, neste lugar sua vez de jogar novamente.
Quando for sua vez, jogar os  três dados de novo e reproduzir, sem tirar o pé direito do pezinho azul a nova ordem do dado. E assim por diante.
Ganha o jogo quem consegue seguir o que cai no dado sem se desfazer da ordem anterior.

O que se aprende brincando assim?

Noções de esquerda e direita (lateralidade)
Esperar sua vez
Seguir regras e instruções
Proporciona conhecimento do espaço e do corpo
Produzir a própria brincadeira
Planejamento (a criança precisará a pensar como fará o movimento antes de agir)
Além de dar boas gargalhadas de seu malabarismo ou  do malabarismo do colega.
Lidar com frustração de ganhar ou perder.

Este jogo pode ser jogado dentro ou fora de casa.

Ufa! Quanta coisa! O papel também pode ser usado para montar uma amarelinha, desenhar num grande espaço,fazendo uma obra de arte enoorme. pode-se também inventar ou contar uma estória onde cada amigo desenha uma parte dela!

Quanta coisa dá para fazer com tinta e papel!

Bora brincar, criançada! Julho é mês de se divertir!

E você, do que brincava nas férias? Conte aqui e ajude nós a relembrarmos nossa infância ! Conte para suas crianças também! Permita que elas  possam experenciar  brincadeiras com as quais você se divertiu tanto!


Boa brincadeira!

POR VIVIAN CAMILA

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sábado, 18 de junho de 2016

Nem todas crianças são iguais

Hoje, com a política de inclusão nas escolas, nossas crianças estão tendo contato com outras crianças muitas vezes um pouco diferente delas. Crianças que não ouvem ,não veem, não param quietas, brigam demais, não entendem o que a professora explica ou tem dificuldades de locomoção.
Pesquisas indicam que estas crianças desenvolvem-se muito na companhia das crianças que tem mais facilidades que elas. Além disso, esta conivência fortalece a sensação de pertencimento destas crianças e de seus familiares.
Este dia a dia também ajuda muito as crianças ditas ‘normais’. Convivendo com outros alunos que possuem necessidades diferentes das delas, aprendem a serem mais tolerantes, a colocarem-se no lugar dos outros, a serem mais solícitas, mas não conseguem nada disso sem a ajuda de um adulto.
Professores, pais e familiares tem que atentar-se ao que as crianças contam de seu dia a dia escolar, devem frequentar a escola de seus filhos, conhecer coleguinhas e seus familiares. Adultos não devem permitir, de forma nenhuma, gozações, xingamentos entre as crianças, por exemplo. Devem auxiliá-los a entender e conviver com as diferenças, afinal isso faz tanta falta nos dias de hoje! Como podemos ajudar?


*Conheça o amigo de seu filho que passa por qualquer tipo de dificuldade, motora, sensorial, de comportamento ou de aprendizado. Se possível for, o convide para estudar ou brincar com seu filho.
*Aproxime-se dos pais da criança com a necessidade especial. Amigos fazem muita diferença na vida das pessoas! Às vezes você não sabe como ajudar diretamente com a dificuldade da criança, mas se oferecer para lavar uma louça, varrer um cômodo ou mesmo oferecer um café com um bolinho para bater um papo, pode mudar o dia daquela família.
*Em caso de festinhas na escola, não exclua ninguém. É muito triste para pais e crianças verem que seus filhos não são convidados para comemorações.
*Pratique a empatia sempre. Coloque-se no lugar do outro. Como você se sentiria se seu filho passasse pelo mesmo problema? Como a criança se sente perante ao tratamento que você, seu filho, os colegas ou as pessoas da escola tem para com ele?
* Informação é bom sempre. Caso os pais queiram contar o problema pelo qual passam, escute mas não repasse a informação sem a autorização deles. Se não conhece a problemática, procure informar-se antes de criticar.

Nós podemos ajudar nossos filhos e alunos a viverem num mundo bem melhor. Basta sermos o exemplo deles. 

POR VIVIAN CAMILA

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sexta-feira, 10 de junho de 2016

Por que meu filho não para quieto?

Queixa recorrente na clínica e nas escolas, que deixa pais e professores de cabelo em pé é o fato de as crianças não pararem quietas. Mas como assim, não parar quieto? Visto como "o pestinha" que pinta e borda no restaurante, não senta na carteira escolar, não fixa-se nas brincadeiras, não faz o que pais e professores pedem.
Mas, o que pode ter esta criança? Nossos avós diriam que é uma criança sapeca, outras pessoas diriam que é "sem educação" e talvez os pais pensassem será que ele não sofre do Transtorno de Déficit de Atenção?
Todas estas alternativas podem estar corretas, mas as possibilidades devem ser bem avaliadas para que a criança tenha a chance de ser atendida de acordo com a sua necessidade.Vamos pensar um pouco juntos:
Quantos anos esta criança tem? 

Até os 3, 4 anos, exigir que uma criança fique sentadinha fazendo as atividades da escola por quatro horas é tarefa quase impossível. Com suas conexões cerebrais a todo vapor, apreendendo o mundo ao seu redor, ela não conseguirá focar-se nas tarefas por muito tempo, seu corpo ainda nem está preparado para isso.

Você se atenta ao fato de esta criança enxergar ou ouvir bem? Alguns problemas físicos (que devem ser devidamente detectados e tratados) fazem com que a criança não se interesse pela atividade proposta, seja assistir a um filme na tv, fazer um pintura na escola, prestar atenção na aula... É sempre bom ter um pediatra de confiança e solicitar suas recomendações quando necessário. Aliás, a criança deve fazer consultas de rotina, e não apenas visitar o médico quando está doente.
Seu pimpolhinho tem uma rotina em casa? 

Por mais difícil (e à.s vezes visto como chato ou cansativo pelos pais) a rotina é um fator estruturante na vida das crianças. Saber com quem vão ficar, a que horas vão comer, até que horas ficarão na escola por exemplo, as deixa mais seguras e tranquilas, diminuindo a irritabilidade que pode ser manifestada pelos comportamentos de desobediência ou inquietude.

Ele tem um tempo dedicado só a ele?

Sim, só a ele, sem interferência do trabalho, do celular, da novela... Para sentir-se amparada, a criança necessita sentir que é importante para aquele meio, que o que sente, fala e faz é um diferencial na vida dos que o cercam. Ler para ela, conversar, levar para passear é muito importante.

Esta criança faz alguma atividade física? 

A atividade física não deve ser vista apenas com uma possibilidade para tratarmos a obesidade infantil e suas comorbidades (presentes em muitas crianças hoje). Ela é um caminho para que possam extravasar sua energia, conhecer o mundo em que vive e são base para um bom aprendizado formal, além de permitirem que as crianças aprendam a seguir regras e conviver com outras crianças e adultos por exemplo.

Você dá limites a ele? 

Pode parecer difícil, cansativo, por algumas vezes irritante, mas fazer combinados e cumprí-los com as crianças, estipular horas para as suas atividades, e mostrar o que está certo ou errado é de fundamental importância para um crescimento saudável. Sem este "controle", eles não aprendem até onde podem e devem chegar e o mau comportamento aparece. Não se trata de robotizá-los de deixar de ter o amor deles devido aos nãos, mas sim, ensiná-los a viver em um mundo onde não se pode apenas viver pelo princípio do prazer fazendo-se apenas o que se deseja.



Ela está passando por alguma"fase difícil"?

Mudanças, separação dos pais, nova escola, nova babá, podem mexer muito com a criança. Aspectos emocionais não revelados e não trabalhados, trazem sofrimento psíquico que podem transparecer através da agitação.

Ele é um candidato a ter o chamado Transtorno de Déficit de Atenção/ (TDAH)? Muito discutido atualmente e muitas vezes mal diagnosticado, fazendo crianças sem a problemática serem rotuladas e medicadas, este transtorno não é tão comum quanto parece. Segundo a Associação Brasileira do Déficit de Atenção apenas 3 a 5% da população mundial passam por este problema.Caracterizado por desatenção (parece não ouvir quando falam com ele,tem dificuldades de organizar tarefas, por exemplo) hiperatividade (não termina uma atividade, fala ou corre demais, mexe braços ou pernas) e impulsividade (dá respostas antes das perguntas, não consegue aguardar sua vez, por exemplo). Este transtorno tem que ser muito bem avaliado por uma junta de profissionais, entre eles o pediatra, psicólogo, o professor da criança para que realmente seja corretamente diagnosticado e tratado, sem que ocorram prejuízos para criança.



Ufa! Quanta coisa a ser pensada antes de julgar a criança ou seu ambiente, não é mesmo? Os pais devem ser devidamente orientados para que esta criança e sua família possam ser felizes e conviverem em harmonia. Na dúvida, procure a orientação de seu psicólogo de confiança.

POR VIVIAN CAMILA

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sexta-feira, 3 de junho de 2016

Família e educação formal. Esta parceria vale a pena?

Os profissionais de Psicologia e Educação muitas vezes discorrem sobre a importância da participação ativa da família na formação escolar de seus filhos na infância e na adolescência.
Atos como ir à reuniões escolares, acompanhar a criança a fazer uma pesquisa para trabalhos escolares, se ela fez os deveres, conhecer professores, coordenadores e amigos da escola pode parecer algo cansativo e que gera pouca diferença no desempenho escolar das crianças, mas pesquisas indicam que não. Este acompanhamento é mais eficaz do que uma escola "mais forte" ou "particular".
Outros fatores como disponibilidade de material escolar e pontualidade do professor contribuem para a melhora dos resultados.
Por outro lado,  estudos indicam que pais que fazem as lições dos filhos, e não permitem que eles exerçam a autonomia prejudicam o processo de aprendizagem.
Outro fato importante é a questão da pré escola. Frequentá-la aumenta as possibilidades de melhor desempenho escolar. Muitos pais não dão a devida importância à pré escola. "Ele pode faltar ou chegar tarde à escolinha, vai lá apenas para brincar" é o que escutamos muitas vezes.
A pré escola, além de socializar, permitir que a criança brique com outras crianças, a prepara para a alfabetização, permite que elas possam conviver com outros adultos, com regras e normas diferentes das que tem em casa e ainda neste espaço elas podem usar e abusar dos benefícios que a motricidade traz, podendo brincar, correr, andar de bicicleta, brincar com bola...



O resultado que muitos de nossos alunos alcançam em provas de ciências exatas ou interpretação de texto por exemplo são muito baixos, bem longe do ideal. Poucos sabem interpretar o que leram ou fazer contas mais complexas. Escola passou a ser um lugar muito ruim de estar e não um local onde a curiosidade e o prazer de aprender nascem.
Aí, mais uma vez entra a família demonstrando as coisas boas que estudar pode trazer, o prazer que podemos vivenciar ao conhecer algo novo e a liberdade que a escrita, a leitura a compreensão e as contas podem trazer para o dia a dia das pessoas.
Ao ler um livro, pegar um ônibus, situar-se numa rua, entender os termos de um contrato de trabalho ou ainda calcular se um carro cabe na garagem, para tudo isto precisa-se do que a escola traz. Com o apoio de tios, pais, avós, madrinhas e padrinhos a escola pode ser vista com um lugar bem mais interessante e trazer resultados muito melhores. Vamos lá! Vamos acompanhar a aprendizagem da criançada!!
POR VIVIAN CAMILA

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