terça-feira, 25 de agosto de 2015

Distúrbio Específico de Linguagem (DEL) - pode ser o responsável pelo atraso na linguagem.

Pouco conhecido entre profissionais da saúde e da educação, o Distúrbio Específico de Linguagem (DEL), pode provocar dificuldades no desenvolvimento da fala e leitura, além de comprometer o aprendizado escolar.

Alta prevalência na primeira infância, causa dificuldades no desenvolvimento linguístico que podem trazer consequências permanentes por toda a vida. De acordo com a Dra. Noemi Takiuchi, professora adjunta do curso de Fonoaudiologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, o indivíduo com DEL tem todas as condições para desenvolver a linguagem e, mesmo assim, não evolui, nesse aspecto, no mesmo padrão em que se desenvolve nas outras áreas. 

“Para diagnosticar o distúrbio é utilizado um critério de exclusão de outros quadros, como deficiência auditiva e intelectual e autismo. A criança com DEL tem um desempenho em comunicação abaixo do esperado para sua idade. Ela brinca e interage, mas a linguagem não acompanha essa evolução”, diz a professora. A origem desse distúrbio é genética, mas ainda não foi possível associar um gene específico determinante do DEL, além disso, aspectos ambientais podem potencializar as dificuldades. 

Sabe-se que a origem desse distúrbio é genética, mas ainda não foi possível associar um gene específico determinante do DEL, além disso, aspectos ambientais podem potencializar as dificuldades. 

É comum que os profissionais não encaminhem crianças com dificuldades no desenvolvimento de linguagem, na ausência de outros comprometimentos, considerando que se trata de uma variação normal, um atraso sem maiores consequências. 

Segundo a especialista, é possível que haja variação no desenvolvimento da linguagem das crianças, mas, em geral, as primeiras palavras já são observadas a partir de um ano de idade. “Os pais devem ficar atentos se a criança não se comunica predominantemente por palavras ou demora a organizá-las em frases após os dois anos de idade. Se o atraso na aprendizagem da linguagem permanecer, é importante a avaliação de um fonoaudiólogo”, afirma.  





Com o auxílio da terapia fonoaudiológica, é possível melhorar o desempenho no processo de comunicação por meio do desenvolvimento de habilidades.  “É comum que algumas dificuldades permaneçam, pois é um distúrbio na organização da arquitetura cerebral para o processamento de informações linguísticas. Contudo, trabalhamos para que elas sejam minimizadas, melhorando as condições para a aprendizagem da linguagem e, assim, a criança pode atingir um aprendizado satisfatório”, explica a Dra. Noemi.
A professora reforça que caso o indivíduo não tenha um acompanhamento adequado, poderá apresentar problemas em toda a trajetória escolar, uma vez que a linguagem perpassa todas as disciplinas. O DEL também pode afetar o aprendizado da leitura e escrita, além de interferir na interação social. “Em alguns casos, pode-se identificar adolescentes com depressão, sofrendo bullying ou com distúrbios de comportamento”, destaca. 

Texto Adaptado, extraído do site:http://www.santacasasp.org.br/portal/site/pub/6536/disturbio-especifico-de-linguagem--del--merece-atencao-de-pais-e-profissionais--que-atuam-na-primeira-infancia

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Memória e aprendizagem:

É certo que ninguém nasce sabendo, e que algumas ações, realizamos por instinto. Como a ação da sucção, ou melhor dizer “ mamar no peito”. Vale lembrar, que neste período  ocorre o desenvolvimento infantil  denominado sensório motor , fase oral, onde o bebe é impulsionado a colocar tudo na boca. É como se descobrisse o mundo pela boca e explorasse as sensações dessa maneira!

Com o passar do tempo aprendemos a associar as atividades do dia a dia a algum fato ocorrido estruturando desta forma uma rotina, por exemplo, associamos imagem  a uma palavra, e assim começamos a estimular e trabalhar a nossa memória. É como, se a memória equivalesse  a uma pasta arquivo, onde o cérebro armazenasse somente as informações necessárias, ou melhor dizer, as mais importantes ou melhores estimuladas (trabalhadas).

Mas o nosso cérebro é tão inteligente, que ele segrega a memória em níveis:  Memória ultra rápida, memória curto prazo ou operacional, memória  de longo prazo.

A memória ultra rápida, sua retenção não dura mais de alguns segundos.

A memória curto prazo, pode durar alguns segundos ou horas, se faz presente para dar continuidade as suas ações. Descartando parte das informações que não foram bem trabalhadas, ou consideradas desnecessárias naquele momento para o seu armazenamento. De certa forma, podemos dizer que se realizamos algo sem prestar atenção, parte desta atividade poderá ser descartada, não ocorrendo o armazenamento, muitas vezes necessário para a aprendizagem.



A memória de longo prazo, é responsável pelo armazenamento das informações principais, como se o nosso cérebro selecionasse as informações principais. O processo de armazenar novas informações na memória de longa duração é chamado de consolidação.

A memória para datas (ou fatos históricos e outros eventos) é mais fácil de se formar, mas ela é facilmente esquecida, enquanto que a memória para aprendizagem de habilidades tende a requerer repetição e prática.

Vivemos em uma sociedade globalizada, onde o excesso de atividades e informações podem afetar a nossa memória. Por isso, uma alimentação equilibrada associada a atividades física supervisionada, e prática de exercícios diário para estimular a memória (ginástica cerebral), trazem resultados.

Quando o indivíduo passa a apresentar  perda de memória, este fato pode estar associado a determinadas doenças neurológicas, a distúrbios psicológicos, a problemas metabólicos e também a certas intoxicações. 

Contrariamente ao esquecimento comum ocorrido normalmente no dia-a-dia de nossas vidas, existem algumas doenças e injúrias no cérebro que causam séria perda de memória e também interferem com a capacidade de aprender. 


Portanto, se a sua memória começar a “falhar” e isto prejudicar a sua rotina diária procure um profissional da área da saúde para realizar uma avaliação.