sábado, 26 de novembro de 2016

Estamos prestando atenção em nossos jovens?

Ontem pudemos acompanhar, em rede nacional, em um programa de grande veiculação, casos de cutting em adolescentes. Esta modalidade de automutilação acontece quando os jovens, sem saber como nem para quem podem exteriorizar seus dramas e suas dúvidas, recorre a algum objeto cortante e corta braços, pernas, barriga... qualquer parte do corpo que possa manter escondida dos adultos.


            Eles buscam, através da dor física aliviar e diminuir a dor mental. Mas você pode perguntar, que problema tem um adolescente? Vários. Bulliyng que muitas vezes se inicia dentro de casa mesmo ou na escola, famílias desestruturadas, decepções amorosas, fracasso escolar, competição com os amigos, entre outros.
            Na maioria dos casos apresentados, os pais apenas perceberam isto quando a escola os informou. E você, pai, mãe, tio, madrinha, professor, coordenador... Está preparado para ouvir seu jovem de verdade, sem diminuir os sentimentos dele, como você mesmo gostaria de ser escutado quando tem alguma dúvida ou problema? Quanto tempo do dia você guarda para conversar com seu adolescente? Saber do que ele gosta ou não gosta e continuar apresentando o mundo a ele como você o fazia quando era pequenino?

            Conhece os amigos deles e os pais dos amigos? Faz ao menos uma refeição com ele? Está certo, sabemos que nesta idade eles não gostam muito de demonstrações de afeto em público, gostam de ficar um tempo a sós ou com amigos, mas não é pelo fato que nossa doce criança fez 13,14,15 ou 16 anos que devemos “deixá-lo de lado” , o dia inteiro trancado no quarto com TV, computador e celular a postos.
Mas também não adianta muito resgatar uma relação maravilhosa só na adolescência. Qualquer relacionamento, para dar certo tem que ser cultivado diariamente. Foi tocante ver na reportagem pais e filhos tão distantes. Jovens desesperados por atenção e adultos pensando que fariam o melhor se os deixassem “em paz”. Que susto destes pais ao entrar em contato com a dura realidade de seus filhos.

Vamos pensar nisso. Olhar nos olhos deles a cada dia, conversar, rir, escutar uma música ou ver um vídeo juntos. Se necessário até brigar sim, pois cabe aos adultos a orientação correta desta criançada, que muitas vezes não sabe como ou não tem ninguém para pedir um caminho.

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