sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Como aprendemos?

Semana passada conversamos sobre os estilos de aprendizagem doa alunos. Além das características individuais dos alunos, é bom levarmos em consideração as qualidades comuns na maioria dos seres humanos no que concerne à maneira de aprender.
O psiquiatra americano Willian Glasser  (1925/2013) acreditava que o professor deveria ser um guia para o aluno e não  atuar como se fosse um chefe, onde a antiga frase “manda quem pode, obedece quem tem juízo”, seria mais recorrente do que permitir ao aluno que aprenda questionando, duvidando e colocando suas idéias à prova.
Segundo este profissional, aprendemos 70% mais se conversarmos, perguntarmos, debatermos, reproduzirmos... O índice aumenta ainda mais  quando podemos escrever, praticar, interpretar ou revisar algo. O máximo da possibilidade de aprender,  nos cerca quando explicamos o que entendemos a alguém, podemos generalizar ou resumir algo que aprendemos. Ou seja, quanto mais ensinamos, mais aprendemos.





Os métodos mais tradicionais como apenas ler ou ouvir o que aprendemos alcançam 10 e 20% de eficácia respectivamente. Talvez esta teoria possa nos ajudar a explicar porque recebemos muitas reclamações de alunos desinteressados, desatentos ou de crianças pequenas que já detestam ir à escola e adolescentes que fogem das salas escolares.
Que tal tentar fazer diferente? Permitir que os alunos montem um teatro de um certo tema para apresentar, insistir nas feiras de ciências ou saraus literários com produções das crianças, montar grupos para discussão de temas... a sua criatividade como pedagogo é o limite! Com certeza as aulas serão bem mais divertidas e as crianças aprenderão mais, pois daremos mais possibilidades de criarem e encontrarem uma função prática no que aprendem!
Lançando mão de todas as possibilidades, atingiremos uma maior número de crianças e conseguiremos ajudar  a encaminhar para um profissional especializado aqueles que tiverem uma dificuldade maior, e se for necessário, poderemos dar uma atenção diferenciada a aquele que precisa de maior acompanhamento.
Com certeza esta tentativa será mais trabalhosa, mas trará ao aluno a felicidade de aprender e ao professor um orgulho enorme de si mesmo e da criançada, que se destacarão mais no mundo e sempre guardarão na lembrança deste professor tão dedicado e especial.
E você, já fez algo diferente que deu resultado em sala de aula? Conte para gente!

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