terça-feira, 29 de março de 2016

O que é disgrafia?

Vamos continuar a bater um papo sobre os transtornos de aprendizagem. Hoje é o dia de conversar sobre disgrafia.

Disgrafia é uma alteração motora no ato da escrita.  Este problema pode afetar a execução da letra, bem como a coerência da escrita. Muitas vezes é confundida como sendo apenas uma ‘letra feia’.

Esta dificuldade pode advir de um problema psicomotor, principalmente relacionado à motricidade fina. Pode estar relacionada também a dificuldades visomotoras, onde a criança encontra problemas ao coordenar o olhar aos movimentos das mãos/braços, na escrita ou ainda déficts nos conceitos de lateralidade (como esquerda/direita), localização (frente/trás/lado) ou ainda sequência (antes/depois) . Ocorrem também erros pedagógicos, onde o desconhecimento do transtorno ou falhas no processo de preparo para a alfabetização podem contribuir bastante para que o problema apareça ou tenha piora.

Quando podemos desconfiar que há algum problema?

*Letra ilegível
*Copia ou escreve com muita lentidão e dificuldade;
*Posição incorreta ao sentar para escrever, ao pegar o lápis;
*Por algumas vezes fica  olhando as mãos quando escreve, ou ainda tenta ler o que está escrevendo;
*Pode ter uma organização espacial ruim na produção escrita, ou seja, seu texto não consegue ser organizado no quesito margens, parágrafos e linhas;
*Pode apresentar omissão de letras , letras inacabadas, ou ainda a distância entre letras e palavras mostra-se inconstante;
*A letra pode se apresentar muito grande ou muito pequena;
**O traçado da escrita pode ser muito leve (muito clarinho com leve preensão) ou muito forte (que marca as outras folhas ).

Acompanhe a execução das lições de casa de seus filhos. Isto não quer dizer que os pais façam as tarefas por eles, mas sim, que observem como eles as fazem, se com facilidade, dificuldade, como pegam o lápis, se entendem o que leem ou escrevem, como é a organização no papel. Além disso, inclua atividades típicas de brincadeiras como ler as regras de jogos, brincar de desenhar, escrever, soletrar... Assim você pode avaliar  como seu filho se sai nestas atividades com menos estresse. Não adianta pensar  ” Ah! Ninguém escreve mais à mão mesmo... qual o problema de ter a letra ilegível”. Muitas pesquisas indicam, inclusive, que escrever à mão ajuda a guardar melhor as informações, auxiliando claramente no desempenho escolar. Se você não atentar a estes sinais, isto contribuirá para dificultar o dia a dia da criança, causando problemas em sua comunicação, sem contar na possibilidade de ser caçoado pelos outros.


Ao notar que algo não está como o esperado, converse com a professora e leve seu filho para um psicopedagogo de confiança para que ele possa ser avaliado e, se for necessário, passar por uma intervenção. Assim a vida escolar ( e futuramente profissional) será mais fácil.


     Acompanhar a criançada também é um ato de amor!

Por Vivian Camila

sábado, 26 de março de 2016

A brinquedoteca como fonte de renda

É certo que a brinquedoteca não é nenhuma novidade! O que realmente está se comprovando a cada dia que passa, que abrir uma poderá trazer bons resultados e gerar lucros. O mercado vem expandindo diariamente, e não somente em uma região do Brasil, em várias regiões já existem histórias de sucesso que podem inspirar novos empreendedores.

Claro que abrir seu próprio negócio gera um custo, e que é necessário ter um capital pra isso, mas pasmem, a partir de R$5.000,00, você já consegue iniciar seu negócio próprio. É certo que exigirá de você um bom jogo de cintura, e muita pesquisa de preço, uma outra sugestão é adquirir produtos em bom estado, os chamados seminovos.

E fique sabendo que a brinquedoteca, não funciona apenas com um "depósito" de crianças, que brincam sem ter uma atividade proposta. Já foi tempo, que esse negócio passava tal visão! Atualmente, elas oferecem além de brincadeiras propostas, até aulas de artes e reforço escolar. Uma ótima oportunidade pra quem precisa trabalhar e não tem alguém de confiança para deixar seu filho, ou na falta da babá, a mãe ou responsável, não precisará mais se ausentar do trabalho, se próximo a sua moradia ou trabalho existir uma brinquedoteca.



Deu pra imaginar o quanto pode se lucrativo abrir seu próprio negócio?

Em média, a brinquedoteca cobra R$25,00 a hora, e oferece outro serviços agregados, que podem além de ajudar a criança a desenvolver suas potencialidades estimulá-las  cognitivamente.

Que tal reunir mais informações e analisar a proposta?

Pra isso, reunimos um curso livre de aperfeiçoamento profissional, onde passamos informações preciosas que podem te ajudar nesse novo empreendimento.

Para realizar o curso, basta acessar Clique aqui.

Por Karla Carvalho.

terça-feira, 22 de março de 2016

O que é dislexia?

Nome complicado mesmo, mas bastante conhecido nas escolas.
Dislexia é uma dificuldade de aprendizagem que complica a capacidade de ler e escrever. É um distúrbio neurológico, de transmissão genética. A criança diagnosticada com dislexia tem capacidade intelectual normal ou acima da média, mas não consegue adquirir as ou desempenhar de forma satisfatórias as habilidades de leitura e escrita.O DSM IV classifica dislexia como um comprometimento acentuado no desenvolvimento das habilidades de reconhecimento das palavras e compreensão da leitura.
Segundo a Associação Brasileira de Dislexia, o transtorno acomete de 0,5% a 17% da população mundial, se tornando evidente por volta dos 6 ou 7 anos e pode persistir na vida adulta. Estudos feitos no Brasil, em 2004 encontraram prevalência da dislexia de 12,1% nas 4 escolas particulares avaliadas, sem ser encontrada uma prevalência maior em meninos ou meninas, porém, 100% dos meninos que recebem o gene desenvolverão a dificuldade, conquanto que 65 % das meninas que recebem o gene desenvolverão a dislexia.
A leitura no disléxico se apresenta de forma lentificada, com omissões, distorções e substituições de palavras. A compreensão do que foi lido também é afetada.


Os sintomas variarão de acordo com o grau do transtorno, mas geralmente apresentam as seguintes dificuldades:
1)de entendimento do texto escrito;
2)para ler, escrever e soletrar.
3) para de identificar fonemas, associá-los às letras e reconhecer rimas e aliterações;
4) para decorar a tabuada, reconhecer símbolos e conceitos matemáticos (discalculia);
5) ortográficas: troca de letras (p/q, b/d, letras com sons semelhantes b/p, d/t, g/j), inversão (par/pra, alta/lata), omissão (cavalo/caalo) ou acréscimo de letras (bela/berla), repetição de sílabas ou palavras (bolo de chococolate) e sílabas (disgrafia);
6)fragmentação (querojo garbola/ quero jogar bola);
7) de organização temporal e espacial e coordenação motora.
O diagnóstico é feito por equipe multidisciplinar composta de neurologistas, psicólogos, fonoaudiólogos entre outros, inicialmente descartando-se problemas de visão e de audição.
O tratamento se dá pela reeducação da linguagem escrita, com acompanhamento feito principalmente por psicólogo, psicopedagogo e fonoaudiólogo. Pais escola e criança são orientados durante o processo. Com o devido acompanhamento e de acordo com seu grau de dificuldade o disléxico pode chegar a universidade se quiser, porém, pode precisar de maior empenho ao estudar.

Atualmente muitos pais tem pressa que as crianças adquiram logo a capacidade de leitura e escrita, mas tudo tem seu tempo, maturação e suporte escolar necessário. Obviamente que ao aprender ler e escrever todas as crianças cometem erros que são plenamente esperados. Os pais e a escola devem acompanhar de perto este processo e em caso de dúvida procurar o auxílio de um especialista.
TEXTO FORNECIDO PELA NOSSA COLABORADORA VIVIAN CAMILA

domingo, 13 de março de 2016

Como saber se seu filho tem problemas na aprendizagem?

O primeiro bimestre está começando. Foi dada a largada para as primeiras provas e notas. É o momento correto de iniciar o acompanhamento do desempenho escolar de nossas crianças, assim, caso haja alguma dificuldade, temos tempo hábil para orientar pais e filhos.
Pesquisas estimam que 40% dos alunos das séries iniciais tem algum problema de aprendizagem, mas apenas 6% deles tem distúrbios neurológicos.
Muitas destas dificuldades advém de falhas do método de ensino. Algumas vezes o professor não conhece o desenvolvimento esperado da criança, as salas são muito numerosas e as crianças recebem pouca atenção.
Outros fatores como dificuldades de visão, problemas na escuta (muitas vezes até causadas por repetidas crises de otites, alergias...) podem prejudicar muito a aprendizagem da criança. Má alimentação, sono insuficiente ou noites mal dormidas, além de dificuldades de cunho psicológico como separação, morte de um ente querido, medos, raivas e ansiedade mal trabalhadas ou nascimento de um irmão podem contribuir para que algo na escola fique diferente.
Apesar de muito se falar hoje de problemas como Déficit de Atenção, Dislexia, por exemplo, muitas crianças não são diagnosticadas - ou ainda diagnosticadas erroneamente- e tem sua situação em sala de aula piorada. Sem contar naquelas que nunca puderam passar por um especialista (psicólogo, psicopedagogo, fonoaudiólogo, entre outros profissionais).
O professor não tem a obrigação de diagnosticar o aluno, mas ele, por acompanhar de perto aquela criança no dia a dia, percebe alterações que podem ser uma boa pista aos pais que algo não vai bem com a criança. E as pontuações do professor não devem ser consideradas pelos pais como uma crítica à criança ou a eles próprios e sim como um auxílio ao  desenvolvimento do aluno. E isto é um sinal de que o professor está atento ao seu filho! Ele é seu parceiro!
Seguem dicas para que você possa saber se há algo de errado com a aprendizagem de seu filho:
1. Acompanhe o desempenho dele. Está muito abaixo dos outros colegas da sala? Não é comparar as notas na intenção de competir e sim de entender se está tudo bem na escola, se aprende os conceitos básicos da série que estuda, se atinge os objetivos pedagógicos estipulados.
2. Ela se esforça demais para ter resultados medianos? É lenta demais para executar as tarefas? Escreve ou lê muito perto do livro? Pergunta várias vezes sobre algo que você fala, a competindo a repetir muito uma informação, o famoso hã????
3. A criança não quer ir na escola, reclama de dor de barriga, dor de estômago e reclama de colegas e da professora;


4. Costuma dizer que as lições são muito difíceis, as entrega incompletas, enrola ao máximo para fazê-las;
5. O desempenho caiu de repente e a auto estima da criança fica bem em baixa;
Estes são alguns sinais que ajudam os pais a levarem a criança para uma avaliação. Vá às reuniões escolares, ou se não tiver tempo, peça para alguém de confiança ir e contar-lhe como foi. Acompanhe as tarefas da escola. Conheça outras mães e amigos. E por último, mas não menos importante, confie e escute a professora do seu filho. Alterações de comportamento e na aprendizagem tendem a acontecer primeiro na escola.
Não sinta que um pedido de avaliação de seu filho por um psicólogo ou psicopedagogo seja quase como que um xingamento a ele ou a uma forma de dizer que você não é uma boa mãe. Apenas estão ajudando a fazer o futuro de sua criança ser mais fácil e feliz.
Se a avaliação nada der, ótimo, se algo precisar de mais atenção, você será orientada e seu filho acompanhado para que seu dia a dia escolar seja mais fácil. Cuidar da escolaridade de seu filho também é um ato de amor.

Procure um psicopedagogo ou psicólogo de sua confiança.

Por Vivian Camila.