quinta-feira, 30 de março de 2017

Meu filho precisa fazer uma avaliação neuropsicológica. E agora?

            Estamos caminhando para o segundo bimestre. O meio do ano se aproxima! As crianças já puderam receber as notas das provas da primeira etapa.
            Muitos alunos (e pais) ficam descontentes e preocupados não apenas quando as provas acontecem, mas também quando se recebem as notas. Algumas crianças vem angariando por anos dificuldades na escola. Sempre de recuperação, passando de ano muitas vezes por conselho de classe, com necessidade constante de acompanhamento, isso quando, todos estes esforços não dão resultados e a tão temida repetência entra na vida delas sem dó nem piedade.





            Até que um belo dia um médico, psicopedagogo ou o próprio professor sugere uma avaliação neuropsicológica. Mas o que é isso? Que problema sério tem o meu filho? Quem faz esta avaliação? Muitas dúvidas vem à cabeça dos pais. Vamos esclarecê-las.
            A avaliação neuropsicológica é feita por um psicólogo especialista neste tipo de avaliação (já que muitos dos testes usados neste processo podem ser aplicados apenas por psicólogos). A avaliação minuciosa dura de 2 a 4 meses, com visitas semanais ao profissional. Um questionário a ser respondido na presença dos pais contemplará toda a estória de vida da criança, desde a concepção, marcos do desenvolvimento, relações familiares, doenças, rendimento escolar... Todas as informações serão colhidas.
            A partir deste questionário, o profissional monta a bateria de testes, que é composta por várias atividades que medirão e avaliarão como estão funcionando aspectos como memória, atenção, funções executivas, inteligência geral, como anda a entrada sensorial, controle visuo motor, linguagem, raciocino, funções socioadaptativas, destreza motora... UFA!  Todo este extenuante trabalho dará uma visão clara e precisa de como andam todos os componentes necessários para a aprendizagem na criança.




            Assim, o professor entenderá exatamente como a criança aprende, suas habilidades e seus déficits, podendo ensiná-lo de uma forma que seja mais fácil para que ela compreenda os conteúdos escolares. Caso a criança precise de apoio psicopedagógico ou de acompanhamento médico, esta avaliação será uma das bases para que se inicie um bom diagnóstico, um tratamento e reabilitação condizentes às necessidades reais da criança, e, por conseqüência, um prognóstico melhor.

            Caso seja solicitado  este tipo de avaliação para sua criança, não se assuste. Ela permitirá que todas as potencialidades do aluno sejam conhecidas, assim diminuindo o tortuoso caminho do fracasso escolar. Procure seu psicólogo de confiança para orientá-lo.

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quinta-feira, 23 de março de 2017

Síndrome de Down nas escolas

Esta semana comemoramos a semana da Síndrome de Down, cujo objetivo é informar as pessoas sobre o que é, falar sobre os direitos  das pessoas com a síndrome, além de diminuir o preconceito com crianças e adultos portadoras da doença.

A síndrome ocorre através de uma alteração genética, composta por um número a mais de cromossomos no cromossomo 21, que acontece bem no início da divisão celular na gravidez, e não é possível prevenir esta má divisão celular.

As crianças portadoras desta enfermidade nascem com algumas características:

·   Dificuldade de abstração, QI rebaixado, maior dificuldade nas habilidades cognitivas (como memória, atenção, percepção, organização motora, funções executivas – fatores que auxiliam na aprendizagem),
·         Cabeça, nariz, boca pequena e língua grande,
·         Baixa estatura, pés e mãos pequenas,
·         Olhos oblíquos,
·         Prega palmar transversal e única,
·         Hipotonia (diminuição do tônus muscular e da força), dificuldade de engolir, sugar, sustentar a cabeça e hiper elasticidade articular (quando há o  aumento da amplitude de movimento das articulações e frouxidão dos ligamentos, o que pode levar a risco aumentado de distensões e luxações).
Estas crianças também podem apresentar problemas de saúde como:
·         Problemas oculares e auditivos,
·         Problemas cardíacos,
·         Possuir menos hormônios tireiodianos, entre outros.






Porém, nada disso deve impedir que estas crianças possam aprender, de acordo com seu ritmo e características pessoais, assim como qualquer outra criança dita “normal”. Aliás, estas crianças e adultos são protegidos pela lei 13146 de 07/2015, a Lei Brasileira de Inclusão da pessoa com deficiência ou Estatuto da Pessoa com Deficiência. Esta lei dispõe dos direitos das pessoas com qualquer deficiência, incluindo direitos à saúde, habitação, reabilitação, atendimento prioritário, acessibilidade ou ainda de não ser discriminada sobre qualquer razão, entre outros direitos.

O Estatuto inclusive penaliza, a instituição que não permite ou dificulta a matrícula do deficiente em escolas regulares, de acordo com a lei  Lei no 7.853, de 24 de outubro de 1989, em seu “Art. 8o  Constitui crime punível com reclusão de 2 (dois) a 5 (cinco) anos e multa:
I - recusar, cobrar valores adicionais, suspender, procrastinar, cancelar ou fazer cessar inscrição de aluno em estabelecimento de ensino de qualquer curso ou grau, público ou privado, em razão de sua deficiência.
           
            Como professores podem ajudar estas crianças?

·   Repetindo a informação com uma linguagem mais simples até que a criança compreenda,
·         Usar estímulos visuais, táteis e auditivos nas explicações dadas em sala,
·         Dar desafios gradativos, valorizando o esforço e a produção,
·         Entender e respeitar o cansaço da criança (que tem geralmente maior dificuldade para manter a atenção por exemplo, além do hipotireoidismo, que, como vimos é comum nestas crianças) usando de combinados, caso o aluno queira sair da sala de aula
·         O aluno  deve ser estimulado a cumprir as regras como qualquer outra criança, desde que respeitadas suas características, adaptando o currículo e avaliando de forma diferenciada, de acordo com a necessidade que a criança tem no momento.
Quanto mais precocemente esta criança for estimulada e cuidada, melhores resultados virão.
Vamos fazer valer uma vida com menos preconceito. Conhecendo e trabalhando para melhorar a vida destes alunos, faremos da inclusão um caminho mais facilitado e não um sonho a ser alcançado.


Saiba mais sobre o estatuto da pessoa com deficiência em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13146.htm

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