sexta-feira, 29 de maio de 2015

MÉTODOS DE ALFABETIZAÇÃO PARA CRIANÇAS AUTISTAS


UNIVERSIDADE ESTADUAL VALE DO ACARAÚ – UVA

MÉTODOS DE ALFABETIZAÇÃO PARA CRIANÇAS AUTISTAS
Autores: Geisiane Fernandes silva e Márcia Lúcia de Almeida
Orientador: Jorbson Bezerra Barros

INTRODUÇÃO
O presente trabalho trata do processo de alfabetização de crianças autistas. Além disso, Aponta dentro da legislação Federal e municipal dispositivos que asseguram-lhes o direito à educação especializada nas escolas regulares como forma de promover a inclusão social. Também faz uma análise acerca das dificuldades enfrentadas pelos professores no processo de alfabetização dos autistas, provenientes, em grande parte, da falta de qualificação profissional. E por fim, apresenta algumas metodologias, que funcionarão como ferramentas, capazes de enriquecer o conhecimento dos educadores, sobre as dificuldades e necessidades dos alunos com o transtorno do espectro autista, bem como promover a inserção dessas crianças no ambiente escolar.
DESENVOLVIMENTO
O autismo é definido como transtorno invasivo do desenvolvimento que envolve graves dificuldades nas habilidades sociais e comunicativas do indivíduo. Aqueles que apresentam o transtorno, em regra, possuem déficit na comunicação social, padrões de comportamentos repetitivos, estereotipados e repertório restrito de interesses.
            O conhecimento atual sobre o autismo é fruto de uma parceria entre pesquisadores comprometidos e pais dedicados a seus filhos que buscam tratamento para melhorar as condições de vida de todos, principalmente no que diz respeito à convivência social. É indiscutível que parte considerável desse convívio social é vivenciado no ambiente escolar. Por essa razão, torna-se imprescindível que o processo de educação, responsável pelo aprendizado da criança autista e sua inserção no meio social, seja especializado.
            Visando assegurar o direito dos autistas à educação especializada, a presidenta Dilma Rousseff sancionou a Lei Nº 12. 796 de 04 de Abril de 2013 que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional e altera alguns dispositivos da lei anterior de 1996. Seguindo a mesma linha, o prefeito da cidade de João Pessoa – PB, Luciano Cartaxo, também sancionou a Lei Ordinária 12.628 de 12 de Agosto de 2013 que dispõe sobre a Implantação de Assistência Psicopedagógica na Rede Privada de Ensino no Município de João Pessoa - PB.
            Todavia, na realidade o que observamos são escolas repletas de educadores despreparados e sem formação adequada para atender às necessidades das crianças que precisam de um acompanhamento e de uma metodologia aperfeiçoada para alcançarem os objetivos almejados. Tal constatação fica evidente quando analisamos, a seguir, os dados de pesquisa realizada com 100 (cem) professores da rede pública e privada de escolas do bairro do Rangel em João Pessoa – PB.


Analisando o gráfico, percebe-se que a maioria dos educadores possuem apenas a educação básica, ou seja, o ensino médio ou magistério, o que não lhes garante uma base sólida e dificulta o conhecimento de novas práticas pedagógicas voltadas para a ajuda de crianças com necessidades especiais na escola. Em outras palavras, não tiveram a oportunidade de conhecer disciplinas voltadas para a educação especial, assim como os professores graduados.
            Por tudo que foi exposto e visando auxiliar os professores na promoção do conhecimento e inclusão das crianças com autismo em sala de aula, apresentamos alguns métodos de intervenção para alfabetização e aprendizagem:
Ø  MÉTODO PECS – É conhecido mundialmente por está ligado aos componentes incitativos da comunicação por meio da utilização de figuras.
Ø  MÉTODO TEACCH – Trabalha-se a linguagem receptiva e a expressiva. Para tanto são utilizados estímulos visuais como fotos, figuras ou cartões, além estímulos corporais.
Ø  MÉTODO MONTESSORI – Trabalha a educação da vontade e da atenção, com a qual a criança terá a liberdade de escolher o material a ser utilizado proporcionado a cooperação.
Ø  MÉTODO ABA – Incentiva o conhecimento através de materiais concretos cientificamente desenhados, para acrescentar o pensamento conceitual e levar abstração.

CONCLUSÃO
Hoje já existem vários métodos que podem ser utilizados no processo de aprendizagem dos autistas, porém falta qualificação profissional para aplicá-los com eficiência. Nesse sentido, a figura do professor é fundamental. Criatividade, dedicação e conhecimento, acima de tudo, são habilidades que não podem faltar a este educador. Revestido com esses pré-requisitos, o docente estará apto para adentrar no “mundo singular” do autista e dá início ao processo de alfabetização.





REFERÊNCIAS
CUNHA, E. Autismo e inclusão: psicopedagogia e práticas educativas na escola e na família. 5 ed. Rio de Janeiro: Wak editora, 2014.
RIBEIRO, Sabrina. ABA: uma intervenção comportamental eficaz em casos de autismo. Disponível em: <www.revistaautismo.com.br/edic-o-0/aba-uma-intervenc-o-comportamental-eficaz-em-casos-de-autismo> Acesso em 22 Mar. 2015.
SILVIA, A.; GIATO, M.; REVELES, L. Mundo singular: entenda o autismo. Rio de Janeiro: Editora Objetiva, 2012.
VIEIRA, Soraia. O que é o pecs. Disponível em: <www.revistaautismo.com.br/edicao-2/o-que-e-pecs> Acesso em: 20 Mar. 2015.
VILLELA, T.; LOPES, S.; GUERREIRO, M. Os desafios da inclusão escolar no Século XXI. Disponível em: <www.bengalalegal.com/desafios> Acesso em: 10 Mar. 2015.


quinta-feira, 21 de maio de 2015

O que é dislexia e quais são os sinais!

Segundo, Dr. Gustavo Teixeira, a Dislexia é um transtorno de aprendizagem específico da leitura, caracterizado por dificuldades de reconhecimento de letras, decodificação e soletração de palavras, decorrência de um comprometimento de habilidades fonológicas.

As pessoas que possuem este transtorno, apresentam grande dificuldade na leitura e problemas na escrita. Tais dificuldades, prejudicarão o processo de alfabetização até a idade adulta e, por isso, precisamos ficar atentos, pais e educadores. Atualmente, os estudos indicam que o transtorno afeta 3% a 10% das crianças, e acomete mais meninos do que meninas.

Muitos não sabem, mas o ato de ler é um processo complexo e depende de uma rápida e fluente decodificação com reconhecimento dos grafemas (letras) que formam as palavras. Praticamente, pode ser dividido em duas grandes funções: a atividade de análise, através da qual ocorre a associação letra-som (decodificação) e o reconhecimento de palavras, com acesso a seu significado; e o processo de construção, no qual ocorre a formação de frases e o acesso a seus significados, à compreensão dos enunciados e à relação com conhecimentos prévios.

Pessoas com dislexia, manifestam dificuldade na atividade de análise. Não conseguindo associar a letra ao seu som, assim, possuem dificuldade em identificar fonologicamente esses símbolos. Construir frases então, é bem cansativo, pois o esforço despendido para agrupar as diferentes letras, com diferentes sons para se formarem as palavras.Sendo complicado, analisar conteúdos, podendo apresentar lentidão na leitura, ler legendas numa tela de cinema ou entender enunciados e frases, aprender outro idiomas e escrever, com erros de concordância verbal, inversões,  trocas ou omissões de letras durante a elaboração de textos.




Sinais mais comuns, apresentado em crianças com dislexia:

leitura lenta e monossilábica;
pouca entonação de voz;
tropeços na leitura de palavras longas;
tentativa de adivinhar as palavras;
dificuldade de associar letra/som;
troca ou omissões de letras;
inversões;
erros de concordância verbal.
Atraso na aquisição da linguagem
Trocas na fala
Nível de leitura abaixo do esperado para sua idade
leitura vagarosa e com erros
Dificuldade:
de alfabetização
em aprender os nomes das letras
para se lembrar de símbolos e para aprender o alfabeto
para separar e sequenciar sons e palavras
para aprender a ler, escrever e soletrar
em aprender novas palavras
em nomear
aprender rimas
na habilidade motora fina (preensão do lápis e escrita)
copiar do quadro
entender enunciados nas provas
elaboração e compreensão de textos
aprender outros idiomas
memorizar tabuadas, figuras geométricas e mapas

Se você, ao ler este texto, se identificou ou conhece alguém que apresente estes sinais, procure a ajuda de um profissional. O diagnóstico de dislexia não é simples, e precisa de uma equipe multidisciplinar! Você pode agendar uma avaliação com o psicopedagogo inicialmente, e após a avaliação psicopedagógica, caso a suspeita se confirme, será encaminhado para os demais profissionais, para confirmarem o descartarem o diagnóstico.

Por Karla Carvalho

Referência bibliográfica: Manual dos Transtornos escolares - Dr. Gustavo Teixeira - Best Seller - 2013. 

terça-feira, 19 de maio de 2015

Fatores que influenciam no rendimento escolar do seu filho:

Seu filho, está com notas baixas na escola e você não sabe mais o que fazer?

Você fala que já fez ou faz de tudo, e não consegue que ele tenha bons resultados?

Responda as perguntas abaixo, e selecione aquelas que respondeu NÃO do número 1 ao 7, e as que responderam SIM do número 8 ao 10. Tudo bem?

1) Seu filho tem horário definido para dormir, assim como para levantar, e dorme em média 8 horas de sono por dia, um sono tranquilo e sem interrupções?
(  ) Sim  (  ) Não

2) Tem uma alimentação equilibrada, incluindo no cardápio: legumes, frutas, carnes, leite, carboidratos, e os demais componentes fundamentais para o bom desenvolvimento físico e cognitivo?
(  ) Sim  (  ) Não

3) Estuda todos os dias, quando chega da escola para realizar as tarefas de casa, ou mesmo quando não tem tarefas, para reforçar o conteúdo aprendido na escola?
(  ) Sim  (  ) Não

4) Seu filho utiliza a internet para realizar pesquisas escolares e  complementar o estudo, conteúdo  este aprendido em sala de aula?
(  ) Sim  (  ) Não

5) Ele tem o costume de organizar o material escolar.E inclusive o seu quarto é organizado?
(  ) Sim  (  ) Não

6) O local onde ele estuda é arejado, bem iluminado e livre de ruídos?
(  ) Sim  (  ) Não

7) No horário que ele senta para estudar,  dedica-se somente a isto, não liga a tv, nem ouve música, muito menos mexe no celular ou no computador, ao não ser que esteja realizando pesquisa?
(  ) Sim  (  ) Não

8) Todo o período de prova fica muito nervoso, tem dores de cabeças, dor de barriga, febre ou chora pra não ir a escola? 
(  ) Sim  (  ) Não

9) Não consegue realizar a prova toda e se cansa no meio da avaliação desistindo de fazer a prova?
(  ) Sim  (  ) Não

10) Sabe responder todo o conteúdo, mas na hora de escrever se atrapalha?
(  ) Sim  (  ) Não

Se você respondeu a palavra NÃO, do número 1 ao 7, é importante ficar atenta, e prestar atenção! Você precisa reverter este quadro, e todas as perguntas que tiveram um não como resposta precisam ser revistas e assim modificar o hábito do seu filho.

Se você respondeu a palavra SIM, do número 8 ao 10, precisa levantar a bandeira de alerta, pois tais comportamentos e atitudes, pode ser um indício que o emocional dele está no momento abalado e que precisa buscar um suporte e uma ajuda profissional, para investigar o fator que está ocasionando tais sintomas, entre eles, pode ser uma dificuldade de aprendizagem, uma cobrança excessiva por sua própria parte ou dos seus pais, ou quem sabe algum outro acontecimento.

Se você respondeu SIM em todas as perguntas de 1 a 7, e só marcou NÃO nas seguintes, investigar o que está ocorrendo emocionalmente com ele pode ser a solução.

No mais, se não há respostas NÃO na 8,9,10, é mais simples, bata fazer algumas mudanças nos  seus hábitos e tudo se resolverá bem. Acredite!

Profissionais recomendados para investigar uma possível dificuldades de aprendizagem: O psicopedagogo! Após a avaliação e diagnóstico, havendo a necessidade, dependendo das informações colhidas, será encaminhado a outros profissionais que compõe a equipe multidisciplinar. Entre eles: Psicólogo, Fonoaudiólogo, Pediatra, Neurologista e alguns casos Psiquiatra ou Neuropsiquiatra.

Por Karla Carvalho

sábado, 16 de maio de 2015

Sorteio - Vale 1 bolsa de 100%

Quer ganhar 1 bolsa de 100% e realizar qualquer um dos nossos cursos disponíveis em nossa plataforma de cursos livres de aperfeiçoamento profissional?

Sim? 

Então não perca tempo!! 

Preencha o formulário abaixo e responda a resposta corretamente! 

Não esqueça do regulamento: Para participar e levar o prêmio você precisa estar inscrito no canal Karla Carvalho no Youtube. 
Não sabe como fazer isto? É muitos simples, basta você ter um e-mail do google, estar logado e ir ate o canal https://www.youtube.com/c/KarlaCarvalho e clicar em INSCREVA-SE.



Prontinho!! Agora é torcer. :)

DATA DO SORTEIO: 18/05/2015

Vídeo explicativo - Comportamento da criança que sofre abuso sexual - Saiba identificar!




sexta-feira, 15 de maio de 2015

Abuso infantil

Estudos feitos nos EUA mostraram como o abuso infantil pode ser mais frequente do que imaginamos. No Brasil não temos estatisticas prontas, mas em minha experiência clinica pude perceber que o abuso não escolhe classe social, região ou condição financeira.

Seqüelas
As sequelas deixadas pelos abusadores podem ser graves: problemas sociais e psiquiátricos, problemas de comportamento, como agressão ou comportamento indevidamente sexualizados durante a infância, abuso de substancias, disfunção sexual na idade adulta, depressão, tendências suicidas, medo, etc.
Auto Culpa
Pensamento de auto-responsabilidade são muito comuns. Algumas  crianças sentem que  participaram de alguma forma se oferecendo para que o abuso pudesse acontecer, e por isso nem sempre denunciam o abusador.  Mesmo quando adultas podem manter sentimentos de ser diferente dos outros, tem menos confiança interpessoal, manter a crença de que o mundo é um lugar perigoso, visão negativa da sexualidade e imagem corporal negativa.

O abusador é sempre alguém próximo à criança?

Nem sempre, já recebi relatos de pessoas que foram abusadas por estranhos que passavam pela rua, foram embora e nunca mais foram vistos. Mas, pelos muitos relatos que recebo em minha clínica é muito mais comum um parente próximo, ou padrasto aparecer como o abusador e nestes casos os sintomas são muito mais graves, o sofrimento é muito maior devido, principalmente, à freqüência com que o abuso se repetiu.

A criança percebe que isso é errado?

Nem sempre. O corpo reage ao estímulo, a criança muitas vezes procura, inocentemente aquele prazer, que num primeiro momento parece adequado pois lhe foi ensinado a respeitar e atender aos adultos.
Normalmente a pessoa só se dá conta de que aquilo foi um ato agressivo depois que recebe as informações do ambiente e descobre o porque dela se sentir tão mal e desconfortável com o abuso. Pois até então seu sentimento era de confusão, muita confusão. Esse momento, normalmente, se dá na adolescência.

Porque os abusadores fazem isso?

Muitas vezes é devido a fortes disfunções comportamentais e emocionais principalmente no campo da sexualidade. Podem ser pessoas com forte deficiência de empatia, incapazes de perceber o quanto está prejudicando outra pessoa. Muitas vezes eles tem pensamentos distorcidos de que a criança está "querendo" pois percebe  que o corpo da criança responde, mas sua mente oferece uma resposta negativa muito mais significativa.
O abusadores mais comuns são homens ou mulheres?
Existem casos de mulheres abusadoras, mas normalmente o abuso perpetrado por uma mulher é o abuso físico (bater, espancar a criança), e não sexual.

O que fazer quando a mãe, ou alguém, desconfia de sua criança estar sendo abusada?

Deve-se imediatamente conversar com essa criança. Validar seus sentimentos, faze-la sentir-se segura para contar o que está acontecendo. Nunca faça perguntas dirigidas, não faça perguntas para que ela responda apenas SIM ou NÂO, pois isso pode implantar memórias falsas, você pode induzir imagens mentais de situações que não ocorreram e fazer com que a criança acredite que vivenciou estas cenas.
Em caso de dúvida quanto ao procedimento com a criança leve-a imediatamente à um psicólogo infantil. Mas assegure-se que este psicólogo tem especialização em atendimento infantil, pois toda a comunicação com crianças é realizada por meios específicos, muito diferente da realizada com adultos.

Como e por que ocorre o abuso sexual?

Percebemos na área clinica que o abuso sexual ocorre em maior quantidade dentro das famílias, muitas vezes o padrasto mas também tios ou o próprio pai. Acredito que isso se deve a um conceito, errado, de propriedade da criança. Este homem crê que como seu cuidador e provedor teria “direitos” que vão além dos aceitos pela sociedade e além da promoção do bem estar emocional da criança.
Por outro lado também percebemos que o homem que abusou de uma criança de forma geral tem menor controle sobre seus impulsos sexuais e quando se vê diante de um ser indefeso acaba por iniciar distorções de pensamento acreditando que ela “quer” um contato intimo – quando na realidade a criança não está pronta e nem possui ainda conceitos de sexualidade.

Em que classes sociais esses casos de abuso sexual mais ocorrem no Brasil?

Em todos. Mas me parece que as classes mais altas vão procurar ajuda nos psicólogos – para que esta criança seja “recuperada” , mas mantem a vergonha em sigilo, e os menos favorecidos vão procurar ajuda na policia para que este homem seja punido.

Como funciona o sentimento de Auto Culpa da vítima, após ser abusada sexualmente, dentro de seu próprio lar? Como um profissional da área de psicologia age nestas situações?

No momento do abuso a criança não tem noção do que está acontecendo, pois sempre houve adultos tocando suas partes intimas na hora da troca da fralda ou banho. Para criança tudo é desprovido de maldade e demora para ela perceber intenções maliciosas que diferenciam o toque carinhoso da mãe que cuida de sua higiene. A culpa costuma ocorrer mais tarde quando ela percebe, por informações recebidas em sua educação, do que seria um toque correto e do que não deve ocorrer, passando então a lembrar de seu comportamento passivo e por isso se considera causadora ou participante ativa do abuso – e com isso culpa, muita culpa.

Os pais e/ou familiares próximos á vítima, não acreditam nas queixas ou fingem que não acreditam? O que é considerado negligência “familiar” nos casos de abuso e por que os familiares sentem medo de denunciar este crime?

Negligencia :
- não levar em consideração medos sem explicação que as crianças demostram diante de algum adulto
- encobrir o ocorrido por medo da reação das pessoas
- encobrir por vergonha de levar a publico o tipo de homem que permitiu frequentar sua casa.
- não acreditar quando a criança conta
- considerar que a criança “se insinuou” para o adulto, culpando-a.

Pode-se afirmar que há também uma negligência por parte do Estado?

Não conheço as ações do Estado. Não tenho muito conhecimento do quanto este assunto é levado a serio quando denunciado nas delegacias, mas sei que o atendimento psicológico gratuito às crianças não é algo que se consegue com facilidade. Talvez devesse haver mais companhas para orientar as famílias no sentido de prevenção e como agir em casos de abuso.

Com sua experiência e conhecimentos á frente de serviços psicológicos, deve ter muitos casos que lhe marcaram de alguma forma. Quais aqueles que mais lhe impressionaram, e como lidou com a situação?

Não há nenhum em especial mas sempre me intrigou o fato de que como psicóloga fui muitas vezes a primeira pessoa a saber do ocorrido e até mesmo a única.

TEXTO EXTRAÍDO NA ÍNTEGRA DO SITE: http://www.marisapsicologa.com.br/abuso-infantil.html
RESPEITANDO O DIREITO AUTORAIS E INFORMANDO A AUTORIA.
Entrevista cedida pela psicóloga Marisa de Abreu sobre  Abuso infantil para o Centro Universitário Monte Serrat - Santos
O OBJETIVO DESTE POST É AJUDAR A INFORMAR SOBRE ESTE ASSUNTO!!


18 de Maio - Dia nacional de combate ao abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes

Dia 8 de Abril de 1973, tornou-se uma data marcante para todos nós brasileiros. A menor, Araceli Cabrera Sanches, de apenas 8 anos de idade, foi sequestrada, drogada, espancada, estuprada e morta por membros de uma tradicional família do Espírito Santo. Apesar do caso de ter ido parar na mídia, os acusados, não foram presos, e muito menos denunciados. 

Uma população, que se sentiu revoltada pelo acontecimento barbárie e ao mesmo tempo acuada pelo fato dos assassinos pertencerem a uma família influente da cidade de Vitória - E.S, nada fizeram. Calaram-se diante de tamanha crueldade!

E quantos casos continuam acontecendo?

E quantas crianças continuam sendo vítimas de uma sociedade que se cala diante de um crime cruel e imperdoável? 

O intuito deste artigo é alertar a todos, principalmente a vocês mães, orientem seus filhos! Infelizmente o mundo está cada vez mais violento e as nossas crianças ficam muito mais expostas. Explique aos seus filhos, que o seu corpo não pode ser tocado por ninguém, que não sejam pessoas próximas e da sua confiança. Não permita que seus filhos fiquem com qualquer pessoa, nem se você tiver que ir a esquina. 
Arrume um jeito e palavras adequadas, para orientar seus filhos! Não confie em qualquer pessoa...Nunca sabemos o que tem na mente e no coração das pessoas!

E se você, viu alguma cena, ou desconfia se alguma criança está sendo abusada, fique atenta. Na dúvida, procure um profissional, um psicólogo especialista em atendimento infantil, saberá como conduzir está questão. Não deixe que outras "Araceli" percam a sua inocência ou morram cruelmente!

A denúncia é mantida em sigilo, DISQUE 100!

Um drama deste tipo deixa marcas para uma vida inteira.

Diferença entre Abuso e Exploração Sexual

abuso sexual envolve contato sexual entre uma criança ou adolescente e um adulto ou pessoa significativamente mais velha e poderosa. As crianças, pelo seu estágio de desenvolvimento, não são capazes de entender o contato sexual ou resistir a ele, e podem ser psicológica ou socialmente dependentes do ofensor. O abuso acontece quando o adulto utiliza o corpo de uma criança ou adolescente para sua satisfação sexual. Já a exploração sexual é quando se paga para ter sexo com a pessoa de idade inferior a 18 anos. As duas situações são crimes de violência sexual.

Denúncias

No Brasil  o “Disque 100”, criado pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, é um serviço de recebimento, encaminhamento e monitoramento de denúncias de violência contra crianças e adolescentes. Os dados mostram que, de março de 2003 a março de 2011, o Disque recebeu 52 mil denúncias de violência sexual contra este público, sendo que 80% das vítimas são do sexo feminino.

O Disque 100 funciona diariamente de 8h às 22h, inclusive aos finais de semana e feriados. As denúncias são anônimas e podem ser feitas de todo o Brasil por meio de discagem direta e gratuita para o número 100; e do exterior pelo número telefônico pago 55 61 3212-8400 ou pelo endereço eletrônico: disquedenuncia@sedh.gov.br.
 A intenção do 18 de maio é destacar a data para mobilizar e convocar toda a sociedade a participar dessa luta e proteger nossas crianças e adolescentes. A data reafirma a importância de se denunciar e responsabilizar os autores de violência sexual contra a população infanto-juvenil.

Símbolo
A campanha tem como símbolo uma flor, como uma lembrança dos desenhos da primeira infância, além de associar a fragilidade de uma flor com a de uma criança. O desenho também tem como objetivo proporcionar maior proximidade e identificação junto à sociedade, proximidade e identificação com a causa.
Esse símbolo surge durante a mobilização do Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes de 2009. Porém, o que era para ser apenas uma campanha se tornou o símbolo da causa, a partir de 2010.
Para alcançar esse objetivo, é necessário que a sociedade em geral Faça Bonito na proteção de nossas crianças e adolescentes.





Chamada

O slogan Faça Bonito - Proteja nossas crianças e adolescente quer chamar a sociedade para assumir a responsabilidade de prevenir e enfrentar o problema da violência sexual praticada contra crianças e adolescentes no Brasil.

Lei
Lei 9.970 – Institui o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual Infanto-juvenil
Art. 1º. Fica instituído o dia 18 de maio como o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.


Referências: http://www.acolhida.org.br/18-de-maio-dia-nacional-de-combate-a-exploracao-sexual-de-criancas/

http://facabonitocampanha.blogspot.com.br/p/o-slogan-faca-bonito-proteja-nossas.html


Acesse outros sites que abordam o assunto:

ABUSO SEXUAL É O SEGUNDO TIPO MAIS COMUM DE VIOLÊNCIA CONTRA CRIANÇA:

http://drauziovarella.com.br/crianca-2/abuso-sexual-e-o-segundo-tipo-mais-comum-de-violencia-contra-crianca/

http://www.marisapsicologa.com.br/abuso-infantil.html

Por Karla Carvalho



quarta-feira, 13 de maio de 2015

Como criar seu filho para o sucesso, 10 dicas:

Olá pessoal,

Em uma fila de supermercado, escutei duas mulheres conversando, mesmo sem querer, eu juro... rs, e nisto, uma vira para outra e diz: Ah, eu não sei dizer não para o meu filho....Tudo que ele quer, eu compro, afinal passo a maior parte do tempo longe dele! E também, não meço esforços..Pago a melhor escola, curso de idiomas, jiu-jitsu, informática...Tenho certeza que ele se tornará um homem de sucesso!!

Fiquei refletindo, sem poder opinar...Afinal, não conhecia aquelas pessoas e não sabia como seria a reação delas!

Tenho certeza, que assim como eu, você também ficou na dúvida se esta criança se tornará um homem de sucesso, mediante a simples frase que a mãe pronunciou: Não sei dizer não para o meu filho... Pago a melhor escola e os melhores cursos e atividades! Será que somente isto tornará o seu filho, em uma pessoa de sucesso?

Pensando nisto, decidi criar uma lista para contribuir como profissional e ajudar os pais na educação dos seus filhos:

10 dicas de como criar seu filho para ser uma pessoa de sucesso! Vamos lá?

1) Diga não para o seu filho! Isso mesmo, a criança que não aprende a lidar com o não, no futuro, quando se tornar um adolescente e posteriormente um adulto, vai sofrer com isto, dificilmente vai saber aceitar um NÃO.
2) Ensine ao seu filho a pedir permissão antes de mexer em qualquer coisa. Tudo bem que a criança não pode ser castrada e precisa ter autonomia. Mas venhamos, criança que não sabe esperar a sua vez, ou saí mexendo em tudo, se tornar pouco agradável.Imagina, se você está visitando a pessoa pela primeira vez.
3) Mostre o seu filho o valor das coisas, não o valor financeiro, e sim o sacrifício que você dá para poder oferecer-lhe o melhor. Não saía comprando tudo o que ele quer, mesmo se você tiver condições para isto. Ele precisa entender que as coisas não são tão fáceis de conquistar na vida.
4) Estipule datas especiais para presenteá-lo! Isso mesmo, pode ser o conhecido: dia das crianças, aniversário,natal, páscoa, ou até mesmo se ele melhorar nitidamente a nota na escola.. Esta datas mais específicas!
5) Crie horários para o seu filho, disciplina nunca é demais!
6) Ensine a ele a manter o quarto e suas coisas arrumadas, organização ajuda quando pequeno e mais ainda na fase adulta.
7) Mostre a ele como pode ajudar nas mais simples e pequenas tarefas. É de pequeno que se aprende...Sem contar, que hoje em dia não tem mais essa que a mulher é que cuida da casa sozinha.
8)Ensine-o a estudar diariamente, mesmo quando não tiver tarefas para a casa. Assim, quando chegar a época das avaliações na escola ele estará seguro e com o conteúdo em dia.
9) Eduque-o, não tenha vergonha de repreende-lo, mesmo na frente dos outros, chame a sua atenção com carinho, sem gritar ou bater, mais mostre que o que ele fez não está correto. Se você fizer isto depois, somente quando chegar em casa, pode ser que ele nem lembre mais o que fez de "errado"
10) Grito, violência física ou verbal não funcionam! Não mesmo, educar dá trabalho, se você seguir as dicas acima, desde quando ele for pequeno, duvido que você vai precisar gritar ou bater.

Tenho certeza, que seguindo essas 10 DICAS seu filho se tornará um pessoa de SUCESSO!

Por Karla Carvalho




domingo, 10 de maio de 2015

A ORIGEM DO DIA DAS MÃES

É comum, no mundo contemporâneo, a comemoração do  em todo segundo domingo de maio. Essa data já se tornou sinônimo de afeto, carinho, consideração pelas genitoras e também símbolo de consumismo. A despeito do viés mercadológico, o Dia das Mães é uma data de singular importância para o mundo ocidental, sobretudo por reforçar os vínculos familiares. Mas como o segundo domingo de maio passou a ser considerado, mundialmente, como o Dia das Mães?
Dia das Mães
Desde a Idade Antiga há relatos de rituais e festivais em torno de figuras mitológicas maternas e de fenômenos como a fertilidade. Na Idade Média, havia também muitas referências a respeito da figura da Mãe, sobretudo o simbolismo judaico-cristão com as figuras de Eva e Maria. Mas foi apenas no início do século XX que as mães passaram a ter um dia oficial para serem homenageadas. A escolha da data (todo segundo domingo de maio) remete à história da americana Anna Jarvis.
Anna Jarvis perdeu sua mãe, Ann Marie Reeves Jarvis, em maio de 1905, na cidade de Grafton, no estado da Virgínia Ocidental, EUA. Com a morte da mãe, Anne, diante do sofrimento e da dor que sentiu, decidiu organizar com a ajuda de outras moças um dia especial para homenagear todas as mães e para ensinar as crianças a importância da figura materna.
Anne e suas amigas eram ligadas à Igreja Metodista da cidade mencionada acima. Em 10 de maio de 1908, o grupo de Anne conseguiu celebrar um culto em homenagem às mães na Igreja Metodista Andrews, em Grafton. A repercussão do tema do culto logo chamou atenção de líderes locais e do então governador do estado de Virgínia Ocidental, William E. Glasscock. Glassock definiu a data de 26 de abril de 1910 como o dia oficial de comemoração em homenagem às mães.
Logo a repercussão da celebração oficial em âmbito estadual alastrou-se para outras regiões dos Estados Unidos e foi adotada também por outros governadores. Por fim, no ano de 1914, o então presidente dos EUA, WoodrowWilson, propôs que o dia nacional das mães fosse comemorado em todo segundo domingo de maio. O importante a ser mencionado é que a decisão de Wilson foi tomada a partir de sugestão da própria Anna Jarvis, que ficou internacionalmente conhecida como patrona do Dia das Mães.
No caso do Brasil, o Dia das Mães foi comemorado pela primeira vez em 12 de maio de 1918, na Associação Cristã de Moços de Porto Alegre. Em outros lugares, houve também outros focos de comemoração de mesmo teor, geralmente associados a instituições religiosas. Mas foi somente em 1932, durante o governo provisório de Getúlio Vargas, que o Dia das Mães passou a ser celebrado segundo o molde dos Estados Unidos, isto é, em todo segundo domingo do mês de maio.

Por Me. Cláudio Fernandes
FONTE:http://www.brasilescola.com/datas-comemorativas/dia-das-maes.htm

Dificuldades de aprendizagem específicas: Dislexia, Disgrafia, Disortografia e Discalculia.

Olá pessoal,

Hoje eu vou falar para vocês sobre o livro que recebi da autora Diana Tereso Coelho, pra quem ainda
não a conhece, ela mora em Portugal, e tem rica experiência com o tema.

Se você quiser acompanhar o trabalho dela de um CURTIR na sua página no facebook (CLIQUE AQUI.

Bem, em relação ao livro, fiquei muito satisfeita com o produto, pois é difícil (eu pelo menos até hoje ainda não vi) nenhum único livro que reúna todas as DAE juntas. Inicialmente ela aborda o tema, explicando quando surgiu os primeiros, depois faz uma síntese explicando o que é, mostra graficamente que entre as NEE,a DA apresentam o maior número de taxa de prevalência, fala sobre as leis que abrange e da importância que é ter um profissional qualificado ao tema. Depois inicia cada "Dis", com: a definição,subtipos, causas, sinais de alertas, comportamentos observados, caracterização e intervenção. Seguindo com várias atividades prontas para você utilizar! 

Com certeza este livro irá lhe ajudar muito, durante o processo de intervenção psicopedagógica,  e facilita muito quando temos várias sugestões de atividades prontas para serem utilizadas. Desde já eu recomendo e quem quiser adquirir, pode entrar em contato direto com a editora,COMPRE AQUI.

O livro reúne + de 100 ATIVIDADES PRÁTICAS!








quinta-feira, 7 de maio de 2015

Socorroooo!! Os meus filhos não me obedecem, o que eu devo fazer?

Não sei mais o que fazer...

Os meus filhos não me obedecem!!

Já fiz de tudo e não consigo discipliná-los!

Por favor, me ajude!


Parece exagero, mas certa vez, recebi em meu consultório um casal extremamente esgotado e cansado. Segundo eles, já tinham feito de tudo, e não conseguiam disciplinar seus filhos.

Quando falamos em educar, pode parecer algo simples, mas na realidade as coisas não são tão simples o quanto parece!

Quem nunca ouviu a frase: Se você não está tendo trabalho para educar, alguma coisa está errada! E pode ter a certeza, que está mesmo.Afinal, educar dá trabalho!!

É bem certo, que cada caso é um caso, e cada criança é diferente da outra, mas estipular horários, elaborar regras, rotinas, além de ensinar o dever de casa, transmitir valores... Parece tão automático, mas requer muita dedicação.

Para educar, não existe uma "receita", é mesmo na prática, e com uma boa dose de amor e carinho.

Vivemos em um momento, no qual a correria do dia a dia, e o excesso de cobranças e compromissos, nos faz adiar cada vez mais o momento sagrado e especial de estar com a família. E é aí que mora o perigo! Muitas vezes delegamos a outrem, o compromisso de educar os nossos filhos. E sabemos que em cada cabeça há uma sentença, e em cada ambiente familiar existem suas regras,valores e disciplinas, e por mais que estabelecemos horários fixos em um quadro de rotina, se não acompanharmos de perto a educação destas crianças, corremos  o risco das coisas fugirem do eixo! 
E quando isto ocorre, muita família perde o controle. E aí,  percebe, que ao tentar suprir sua ausência e compensar aqueles momentos que não estavam presente, e encheram seus filhos de atividades ou  presentes, não valeram a pena.

E é no momento de fazer uma viagem,  um passeio ao shopping, ou  a simples ida a uma festa familiar e pronto, tá armado o verdadeiro "circo"! As crianças não obedecem seus pais, jogam-se no chão querendo comprar tudo, não respeitam a ordem ou chamado... 

E os pais???

Sentem-se frustrados, incapazes e desesperados!!

O que fazer?

É simples, ou parece ser!!

Trazer de volta essas crianças ao seu aconchego, mostrar que elas são mais importantes que todo e qualquer compromisso. Ensinar que é preciso obedecer as regras e horários, e assim obter a disciplina. 

Amar!!! Sim, amar muito, beijar, abraçar, dar carinho, dizer que elas são importantes para você.

Às vezes, em alguns momentos, tudo que a gente precisa é ser amado! E com os pequenos não é diferente.

Faça isto e observe, depois me diga o resultado!

Por Karla Carvalho