quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Memória e aprendizagem:

É certo que ninguém nasce sabendo, e que algumas ações, realizamos por instinto. Como a ação da sucção, ou melhor dizer “ mamar no peito”. Vale lembrar, que neste período  ocorre o desenvolvimento infantil  denominado sensório motor , fase oral, onde o bebe é impulsionado a colocar tudo na boca. É como se descobrisse o mundo pela boca e explorasse as sensações dessa maneira!

Com o passar do tempo aprendemos a associar as atividades do dia a dia a algum fato ocorrido estruturando desta forma uma rotina, por exemplo, associamos imagem  a uma palavra, e assim começamos a estimular e trabalhar a nossa memória. É como, se a memória equivalesse  a uma pasta arquivo, onde o cérebro armazenasse somente as informações necessárias, ou melhor dizer, as mais importantes ou melhores estimuladas (trabalhadas).

Mas o nosso cérebro é tão inteligente, que ele segrega a memória em níveis:  Memória ultra rápida, memória curto prazo ou operacional, memória  de longo prazo.

A memória ultra rápida, sua retenção não dura mais de alguns segundos.

A memória curto prazo, pode durar alguns segundos ou horas, se faz presente para dar continuidade as suas ações. Descartando parte das informações que não foram bem trabalhadas, ou consideradas desnecessárias naquele momento para o seu armazenamento. De certa forma, podemos dizer que se realizamos algo sem prestar atenção, parte desta atividade poderá ser descartada, não ocorrendo o armazenamento, muitas vezes necessário para a aprendizagem.



A memória de longo prazo, é responsável pelo armazenamento das informações principais, como se o nosso cérebro selecionasse as informações principais. O processo de armazenar novas informações na memória de longa duração é chamado de consolidação.

A memória para datas (ou fatos históricos e outros eventos) é mais fácil de se formar, mas ela é facilmente esquecida, enquanto que a memória para aprendizagem de habilidades tende a requerer repetição e prática.

Vivemos em uma sociedade globalizada, onde o excesso de atividades e informações podem afetar a nossa memória. Por isso, uma alimentação equilibrada associada a atividades física supervisionada, e prática de exercícios diário para estimular a memória (ginástica cerebral), trazem resultados.

Quando o indivíduo passa a apresentar  perda de memória, este fato pode estar associado a determinadas doenças neurológicas, a distúrbios psicológicos, a problemas metabólicos e também a certas intoxicações. 

Contrariamente ao esquecimento comum ocorrido normalmente no dia-a-dia de nossas vidas, existem algumas doenças e injúrias no cérebro que causam séria perda de memória e também interferem com a capacidade de aprender. 


Portanto, se a sua memória começar a “falhar” e isto prejudicar a sua rotina diária procure um profissional da área da saúde para realizar uma avaliação.