sábado, 29 de outubro de 2016

Sua criança tem tempo de ser criança?

Os dias de hoje não estão fáceis para os adultos nem para as crianças.
                Se o dia dos adultos é estressante pelo trabalho (ou pela falta dele), pelo tempo dispendido no trânsito, por ter que ser magro, bem sucedido, ter um bom carro, uma boa casa e ainda ter filhos lindos e saudáveis, além de um casamento muito equilibrado, imagine para os pequerruchos.
                Não é pouca coisa, não! Se , para nós adultos, isso muitas vezes e fonte para ansiedade e depressão, o que acontece quando estas cobranças são repassadas para nossas crianças, que ainda não tem o respaldo psíquico para tomar decisões do que seria melhor para elas?
                A rotina de nossas crianças é puxada. Vão cedinho para a escola. Se não ficam por lá o dia inteiro (e , em muitos casos até à noite), vão para a suas casas e começam a correria. Aulas de inglês, matemática, esportes. Tudo isso em nome de uma boa educação, para que sejam competitivos no mercado de trabalho (que na verdade, nem sabemos como será daqui a 17,18,20 anos, quando ele estará apto a iniciar sua carreira).
Outra possibilidade é ficar em casa, sem a devida supervisão. Correm o risco de ficar o dia todo em computadores e celulares, conversando, jogando, restando pouco tempo para estudar. Sem contar nas crianças vestidas e maquiadas como adultos, nem o direito de terem a carinha de criança ou se sujarem lhe é permitido.
Quando os pais chegam à noite,  ou ainda no fim de semana, quando poderiam curtir juntos uma refeição, um jogo, não há tempo. É  preciso fazer as coisas da casa, tentar esfriar um pouco a cabeça para preparar-se para a semana extenuante que se achega. Mas, o quanto esta rotina ajuda ou prejudica nossas crianças?
Ajudar, não ajuda. Prejudicar, prejudica sim. Sem tempo para brincar de jogos onde se possa compartilhar,  correr, andar de bicicleta, gritar, se esconder, a escola ficará prejudicada. Sem rotina para comer, dormir, estudar, sua noção de tempo, urgência ou necessidades ficará alterada. Sem ter contato próximo com seus pais, pouco entenderão sobre as emoções, e pouco saberão o que é aceito ou não aceito pelos seus familiares. A vida fica muito confusa assim!
É a partir da convivência com o bebê que criamos laços, que os ensinamos o que nos é importante. É neste momento que nos conhecemos, sabemos o que gostamos ou não, quem são os amigos, os pais dos amigos, os professores de nossos filhos. Certos de uma rotina, estarão mais seguros para seguir em frente na vida e prever as dificuldades para reagir com mais facilidade.

Obviamente pais fazem sempre o que acreditam que seja melhor para o futuro da criançada. Um tempo na escola, um tempo com os pais, um tempo no computador, um tempo brincando e outro estudando seria o melhor caminho. Inclua sempre que possível a criançada na sua rotina. Um dia você sentirá falta quando crescerem e você  for a menor parte do dia a dia dele. Juntos, vocês poderão crescer, desenvolver-se, amparar-se e curtirem as dores e amores da vida com mais plenitude.


A A PÁGINA DA NOSSA COLABORADORA E


 ACOMPANHE SEU TRABALHO: Clique aqui

domingo, 23 de outubro de 2016

Os humanos e a tecnologia

Esta semana, fomos alertados por toda a imprensa a respeito de uma horrível notícia. Um garoto teria sido encontrado enforcado em função de uma brincadeira feita pela internet, na qual jovens competem para ver quem consegue ficar mais tempo sem respirar.

O fato chocou as pessoas mas também as alertou das coisas que jovens encontram na internet as quais seus pais ou cuidadores não tem a mínima noção que ficam disponíveis na rede.

Também recebo no consultório diariamente a mesma queixa: - “Meu filho fica muito na internet e no telefone, não dorme, fica distante de nós. Já tentei de tudo, até desligar a energia elétrica da casa, mas não adianta”. Que sufoco!

A cada dia todos nós (e não apenas as crianças e os jovens) estamos viciados em tecnologia. Quantos dias você consegue usar seu celular apenas para ligações? Sem aplicativos de mensagens, de receitas de fotos, ou qualquer outro? Quanto tempo você fica acessando a internet quando está em casa e poderia fazer mais companhia aos familiares? O que você está ensinando a sua família com seus atos?




É só irmos a um restaurantes que vemos crianças pequeninas com acesso direto a tablets . –“ Ela adora ver vídeos” , dizem os pais. Mas você realmente sabe o que seu filho está vendo? Até vídeos pornográficos ou violentos com desenhos de personagens infantis ficam disponíveis sem filtro nenhum na internet.

Quantas vezes reclamamos de ler um livro para a criançada, ver pela centésima vez um filme com eles ou ainda ficamos malucos com a vontade deles de correr, jogar bola e andar de bicicleta dentro de casa? Quanto de nosso tempo livre usamos para pensar em nossos problemas e tentar relaxar sem as crianças por perto?  - “ Ao menos no computador ele fica quieto dentro de casa”. Quanto estamos colaborando para que nossas crianças praticamente sejam viciados em tecnologia?

O que o uso excessivo de internet, games e afins pode acarretar? Porque damos um celular a uma criança de menos de 10 anos que nem sai sem algum responsável de casa?  -“Ah, ele só usa os joguinhos...”. Inúmeros casos de crianças que fogem de casa, pedofilia, dificuldade em fazer amizades ou relacionar-se com familiares, dificuldades na escola podem advir do uso incorreto dos computadores.

Mas o que pode ser feito? Vamos dar algumas dicas:

·         Quanto menor a criança, menos tempo ela tem que ter contato com este tipo de tecnologia. Busque jogos educativos que ela possa pegar, sentir, dividir a brincadeira com outras crianças e adultos.
·         Leia para as crianças, incentive o manuseio de livros (ainda são acessíveis para toda a população e ajudam muito na escolarização, por exemplo).
·         Invista tempo em brincadeiras nas quais vocês tenham que mexer o corpo, incentive a prática esportiva desde pequeno.
·         Computador em casa com criança e adolescente deve ficar na sala. Nada das pessoas ficarem separadas em seus quartos. Como os pais tem responsabilidade, inclusive jurídica pelos filhos é necessário respeitar a individualidade, mas o filho tem que saber que, de vez em quando, se sentir a necessidade, o pai tem o direito e o dever de olhar seus contatos, suas conversas, seus acessos.
·         Aproveite o tempo para conhecer seu filho, os amigos deles, os pais dos amigos. Você vai encontrar diversão e relaxamento para você também, evitará muitos problemas, fará novas amizades.


Passe um tempo de qualidade com a filharada. Se possível, o maior tempo que puder. Valerá a pena. Relacionamento se constrói no dia a dia, conversando juntos, fazendo uma refeição juntos, vendo um filme juntos, batendo uma bolinha juntos. Prepare-se para uma jornada desafiadora mas maravilhosa!

A A PÁGINA DA NOSSA COLABORADORA E


 ACOMPANHE SEU TRABALHO: Clique aqui

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Feliz dia do adolescente!!!

Ei, espere ai, no dia 12 de Outubro foi dia das crianças... Mas existe dia do adolescente? Deixe-me pensar... Pai, mãe, avós, madrinhas, crianças, animais, namorados, professores...tantos outros... Não consigo achar a comemoração deste dia, não.
Mas alguns podem pensar... Era só o que faltava, mais um dia para comprar presentes. E nem vai precisar, pois meu filho adolescente não merece mesmo. É preguiçoso, grosseiro, adora dormir e ficar no computador. Não me ajuda em nada na casa. Só fica trancado no  quarto. Nem me quer por perto. Espero que esta fase passe rápido.
Puxa... mas por que aquela criança fofinha transformou-se neste bicho de sete cabeças?
Vamos parar um pouquinho para falar sobre nosso adolescente. Ele está em meio a um turbilhão de hormônios, de novos conhecimentos, novas responsabilidades... Do dia para a noite ele tem seu corpo modificado. Percebe que os pais não são tão fortes assim, tem que dar conta da escola, dos amigos, das paqueras e escolher a profissão para a vida toda. É adulto para ajudar nas tarefas da casa, mas não pode sair sozinho. Tem muitas idéias para mudar o mundo mas ninguém dá atenção ao que diz. Quer “se virar sozinho”, mas morre de vergonha de ser visto como fraco quando quer ajuda ou um carinho de um adulto...
Acha isto fácil? Pois é, convido você a pensar em sua adolescência. Você pode dizer que os tempos eram outros, que você trabalhava cedo, respeitava seus pais... Sim , você pode ter razão, mas vai lembrar de seus pensamentos, e muita vezes vai surpreender-se como você e seu filho pensam parecido. Por que um fora que ele leva da namorada hoje pode ter uma dor menor do que teve sua primeira (e a última também) decepção amorosa?
Lá pelos 11,12 anos, vamos vendo o crescimento veloz das crianças. Vão entrando na terrível pré-adolescência e, se pudéssemos, adiantaríamos a vida deles para a vida adulta. Bem mais fácil.  Não teríamos medo das chegadas noturnas, do uso de drogas e álcool, da gravidez e dos relacionamentos indesejados, da moleza para estudar e trabalhar. Não vivenciaríamos o medo de não ser mais a prioridade na vida deles. Não seríamos questionados em nossos erros, acertos, condutas e pensamentos. Não viveríamos as dúvidas entre “soltar” ou “prendê-los” mais em nossas casas, ainda que bem quietinhos no quarto. Mas com certeza a vida não teria momentos maravilhosos.
Um adolescente não nasce do dia para a noite. Ele é uma mistura de tudo aquilo que você já compartilhou, ensinou, acarinhou e brigou durante anos. Ele ainda é (e sempre será) aquela garotinha risonha ou aquele menino travesso que tanto te cativou. Olhe nos olhos dele e você enxergará este amor. Permita-se dar ouvidos às idéias deles e proponha a ele que testem, juntos,  as teorias que ele propuser, na prática. Não tenha medo dos questionamentos que ele o fará. Aproveite para pensar neles e organizar os pensamentos.
Não deixe ele sempre no canto da sala ou do quarto. Vá até lá, dê uma beijoca ou um abraço, ouçam uma música junto e, antes de falar que as músicas do seu tempo eram melhores, ouça a dele, apresente seu gosto a ele e, se gostarem, vão fazer umas aulas de violão ou bateria juntos. Vejam um seriado aproveitando a companhia um do outro.


Você também tem aquele adolescente rebelde dentro de você, mas talvez o mundo tenha moldado demais seus desejos. Mas,  muitas vezes, é necessário que o mundo nos molde mesmo. Isto não quer dizer que você não pode revivenciar de uma forma mais madura esta fase deliciosa da sua existência ao lado de um dos maiores amores de sua vida.

Curta o adolescente, seja ele seu filho, sobrinho, aluno, vizinho.  Jogue os preconceitos para o lado e permita acompanhar este momento lindo da vida do ser humano. Você verá que valerá a pena.

A A PÁGINA DA NOSSA COLABORADORA E

 ACOMPANHE SEU TRABALHO: Clique aqui

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

A importância do ensino da música

A música é um tema muito polêmico. Uns amam um gênero, outros odeiam... As pessoas são esteriotipadas pelo tipo de música que escutam, formando até grupos, os roqueiros, funkeiros, pagodeiros...

Mas escolhas à parte, a música, que é formada de ritmos, rimas, além de trazer, bem estar, alegria, descontração, ajuda no processo de aprendizagem. Mas de que forma?

A música enriquece muito o vocabulário. Através das letras das canções, trabalha rimas, ortografia e o aprendizado de novas palavras, além da interpretação de texto, sem contar a possibilidade que o aluno experimenta de focar a atenção, seja para aprender a letra ou seguir a ordem da música.

A leitura também é um processo beneficiado com a musicalidade. Tanto para ler, quanto para cantar temos que seguir um ritmo não é mesmo?




A música também permite uma maior interação da criança com o mundo que a cerca. Festividades importantes, cantigas que pais e avós aprenderam...além de propiciar contato com colegas da própria escola,e, através da dança que usa a música muitas vezes como base, trazendo os inúmeros benefícios trazidos pela atividade física (que já citamos no texto referente às aulas de Educação Física).

E pasme! Pesquisas indicam que quem tem maior contato com os ritmos, com os intervalos de tempo propiciados pela música e pelas partituras tem mais facilidade de aprender a matemática. A divisão das notas musicais, do som emitido pelos instrumentos no ar, as oitavas, as quartas exibidas na escrita musical já são, por si só, matemática e física pura!

Você viu como dá para aprender muita coisa usando a música de apoio? E de forma bem mais descontraída! É só usar a criatividade! Invista neste instrumento!

A A PÁGINA DA NOSSA COLABORADORA E

 ACOMPANHE SEU TRABALHO: Clique aqui