sexta-feira, 27 de maio de 2016

Como estimular as funções executivas?

COM AS DICAS ABAIXO VOCÊ AJUDA SEU FILHO A ESTIMULAR AS FUNÇÕES COGNITIVAS.
- Mantenha uma relação positiva com seu filho para ajudá-lo a se preparar melhor para lidar com situações estressantes, o que, por sua vez, o ajudará a desenvolver suas funções executivas.
- Seja afetuoso e sensível às necessidades do seu filho.
- Use métodos brandos de disciplina, como dialogar ele e pedir ou sugerir educadamente quando você quer que ele faça ou deixe de fazer alguma coisa.
- Incentive seu filho a ser independente, ajudando-o em suas atividades somente quando ele precisa.
- Tente manter atividades domésticas e rotinas consistentes e organizadas.
- Seja paciente quando seu filho pequeno tiver um comportamento rebelde (por exemplo, recusando-se de colocar o casaco antes de sair quando está fazendo frio, comendo um biscoito mesmo se você tiver dito a ele para não
fazê-lo).
- Seja realista a respeito do que ele pode fazer em diferentes idades. Por exemplo, quando a criança começa a escola, ela ainda não é capaz de se planejar com antecedência para fazer seus deveres. À medida que seu filho
crescer, ele entenderá por que é importante reservar tempo para fazer os deveres de casa.
- Incentive seu filho a se envolver em brincadeiras sociais de faz-de-conta com outras pessoas – especialmente brincadeiras onde ele precise assumir um papel e se adaptar à “história” conforme ela vai mudando.
- Escolha para ele jogos de computador e cognitivos que ajudem a desenvolver as funções executivas.
- Incentive seu filho a fazer ioga, meditação, música, artes marciais, dança ou atividades aeróbicas. Escolha atividades que sejam suficientemente desafiadoras para mantê-lo motivado.
- Pergunte ao professor da pré-escola ou de educação infantil como ele está se ajustando ao participar das atividades diárias (por exemplo, seguir instruções, controlar seus impulsos).
- Sempre levando em conta a idade de seu filho, fique atento aos sinais de funções executivas deficientes (por exemplo, dificuldade de prestar atenção, comportamentos impulsivos), pois eles podem indicar que seu filho está tendo dificuldades de desenvolvimento ou de aprendizagem.





Escola é lugar de estudar?

Você deve pensar... Esta pobre psicóloga deve estar com parafusos a menos presos na sua cachola. 

Que pergunta mais tola!

Ainda bem meus parafusos cerebrais estão bem, obrigada! Mas o que quero colocar em nosso bate papo hoje, é o fato de que, obviamente a escola é local de estudar sim, mas também é nela que aprendemos a viver em sociedade, fazemos amigos, brincamos... Coloco esta questão para conversarmos pois recebo pais desesperados pelo fato de uma criança de 5 anos ir na escola “só para brincar”e ainda não ter aprendido a ler e escrever ou ainda bravos com a coordenação por avisar aos pais que a criança não faz amizades ou é agressiva no contexto escolar.

As aulas de educação física por exemplo, contribuem para que a criança conheça seu corpo, tenha noção de esquerda e direita, trabalhe sua motricidade grossa. A aula de artes trabalha a motricidade fina, a criatividade, e isso não é essencial para o aprender com qualidade?

E o recreio? Ah, o delicioso recreio!! Palco de brincadeiras de pega pega esconde esconde, casinha...,  ver aquele menino bonito passar correndo e fazer o coração dar pulinhos junto, (além de conhecer a delícia que o amigo trouxe de lanche, é claro!). Cada vez mais curto e visto como dispensável, ensina nossas crianças a trocarem o que tem, a esperarem sua vez, a, por meio da fantasia, lidarem com seus medos e alegrias, além de propiciar uma maior interação com os outros alunos, sejam meninos, meninas, mais velhos ou mais novos, brancos, negros, japoneses, mais pobres ou ricos...! Quanta aprendizagem!



E quando chegamos ao temido sexto ano! Agora, já  “mocinhos” temos várias matérias teóricas e somos obrigados a abstrair tudo de uma vez, afinal, daqui a pouco o ensino médio vem aí e o vestibular assombrará sua vida háháhá!!!! Que horror!!  Estudar deveria ser mais legal. Que tal uma aula de Biologia no parque? E a temida física não podia vir criando circuitos elétricos mais sustentáveis na maquete da nossa casa? E química? Dá para aprender fazendo pão?? Tudo de “brincadeira”.


Claro que em alguns momentos há a necessidade de usar livros, lousas, cadernos, mas seria muito bom poder aprender de outras formas. Afinal a escola pode ser um lugar onde a gente aprende brincando e convivendo.


POR VIVIAN CAMILA

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quarta-feira, 18 de maio de 2016

Você sabe o que são funções executivas?

Com o avanço das pesquisas em neuropsicologia, a cada dia mais escutamos falar em funções executivas. Mas o que é isso?

As funções executivas englobam tudo aquilo o que precisamos para atingir um objetivo, ou seja, a capacidade de planejar o passo a passo, avaliá-lo, traçar um novo caminho se preciso e estas tarefas requerem muita concentração, possibilidade de esperar a hora correta de agir...

E precisamos que as funções executivas funcionem bem desde cedo. Na escola, dependemos delas para organizar o material das aulas, começar e terminar a atividade que a professora passou, esperar a nossa vez de responder sem atropelar a classe toda. No trabalho, elas são muito importantes também, pois precisamos destas funções para conseguir dar conta de todas as atividades que o chefe nos passa. E aquele projeto desafiador do qual depende nossa promoção? Passa pelas funções executivas também.

Até em nossa vida pessoal ou amorosa estas funções são importantes. É através delas que podemos organizar as nossas ideias, sentimentos, avaliar se o que já conhecemos nos ajudará a conseguir o que desejo ou o que preciso fazer para alcançar minhas metas. Importantes elas, não?

Mas é possível analisar, desde cedo se nossas crianças tem alguma dificuldade em sua função executiva. E diagnosticar cedo, leva a tratamento e reabilitação precoce que leva a um menor sofrimento na vida.

Mas como isto pode ser feito?

Um exemplo. Você pede para seu filho recolher as revistinhas e colocar os sapatos pois vocês sairão e ele fica parado, olhando... como se nada entendesse, quando você pergunta o que ele quer jantar ele responde com um sim, ou ainda quando você pede para que ele escove os dentes ele se "perde" ficando com a escova nas mãos sem colocar a pasta e escovar os dentes efetivamente pois se esquece ou se confunde com os próximos passos a serem seguidos.
Na escola suas respostas frequentemente não são relacionadas às perguntas que lhe foram feitas. Se recusa a terminar a tarefa por não ser igual ao exemplo dado pela professora...
Isso se dá pois as crianças com problemas em suas funções executivas muitas vezes sentem dificuldade em seguir mais de uma ordem por vez, se frustram facilmente antes mesmo de pedir ajuda, ou ainda podem ter dificuldades para recuperar rapidamente as informações necessárias para responder a perguntas.
Se estes comportamentos tornarem-se frequentes pode haver uma dificuldade no processo de aprendizagem na escola, além de a socialização ficar mais comprometida, já que a criança pode ser alvo de piadas ou ainda outras crianças a afastarem pelo seu comportamento "tempestuoso".
Busque a ajuda de um psicólogo ou psicopedagogo para avaliar seu filhote e orientá-lo a como lidar com ele. Ajude-o a entender suas dificuldades, encontrar soluções para elas e ter uma vida mais plena.
POR VIVIAN CAMILA

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quinta-feira, 12 de maio de 2016

Como ajudar meu filho a estudar?



Puxa! O tempo está passando bem rápido! O primeiro bimestre já se foi, estamos quase de mãos dadas com as delícias juninas!
E as notas de seu filho, como vão? Ah, você pode responder...”nem muito boas, mas ainda tem um ano quase para recuperar...” Não é bem assim.  Estamos quase no meio do ano, e depois das férias de julho começam a se instalar o desespero de bombar de ano. Então que tal ajudar a criançada a organizar-se com os estudos? Assim pode até sobrar mais tempo para o lazer (e sim, isto é muito necessário para um bom desempenho escolar – nada de encher as crianças de atividade, ok?).
Se você tem um filho pequenino, é desta idade que  você irá o apresentando para as obrigações que ele terá na escola. Se for mais velho e não estiver habituado, a tarefa fica mais complicadinha, mas não tão difícil. Seguem as dicas:

·         A criança deve ter um local de estudo limpo, iluminado e tranqüilo. Não precisa ser uma mega escrivaninha, pode até ser na mesa da cozinha mesmo. Se puder, coloque uma luminária que leve a luz do lado contrário à mão que a criança usa para escrever. Assim, o caderno fica iluminado.

·         Todos devem ter um tempo para estudar. Obviamente este tempo vai aumentando com a idade, mas deixe estipulado este tempo. Por exemplo, se a criança estuda até às 12:00, pode começar a fazer as tarefas às 14:30. Assim ela já almoçou, descansou e pode iniciar as lições.

·         É importante que tenha intervalos no tempo de estudo. Por exemplo: a cada 45 minutos, a incentive a levantar, espreguiçar, beber água... dar um intervalo de 10 minutos antes de voltar a estudar por mais tempo .

·         Você pode estudar com seu filho de outras formas: Que tal conversar sobre fervura da água enquanto está fazendo o café? E se você encontrasse uma reportagem em inglês sobre o ídolo favorito dele?  Você conhece a sua cidade, a geografia dela, o clima, e História...?

·         Ah, a máxima sempre serve ... Seja o exemplo. Mostre que estudar é bom, leia algo da sua área de atuação, interesse-se por aprender... Senão cairemos naquela frase batida que escuto de muitos pais ” eu aera assim também...”  Pense, nossos filhos não são nossa melhor parte? Não queremos sempre o melhor para eles? Porque aceitamos que eles fiquem com nossa pior parte, nossas maiores dificuldades?

·         Peça a ele que conte para você o que está estudando. Esta é a melhor maneira de guardar o conteúdo, ensinando a alguém.

·         Com o tempo, o aluno mais velho vai entender quais os horários em que ele se concentra melhor, rende melhor... Desde que ele consiga descansar para ir no outro dia para a escola, tudo bem.

·         E, por último, pode parecer uma dicotomia, mas praticar esportes e descansar ajuda a aprender. Em crianças pequenas, o conhecimento do corpo ajuda na motricidade fina e grossa, presentes no processo de aprendizagem e na alfabetização. Nos jovens e adultos, ajuda a liberar a endorfina (um neurotransmissor) alivia o estresse.


Estudar vai ajudar seu filho a ser um adulto livre para fazer o que quiser,  ser o que quiser. Isso não é maravilhoso? Estimule-o a estudar. Mostre que o estudo pode ser chato às vezes, mas traz felicidade. Aproveite e engaje-se também a aprender coisas novas ou relembrar as antigas. Seu cérebro  e sua vida agradecem.


POR VIVIAN CAMILA

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sexta-feira, 6 de maio de 2016

A importância do afeto na aprendizagem



Diariamente,  todos nós escutamos falar da importância que tem o amor, o carinho, a confiança e o respeito nas relações familiares.  A família é nosso porto seguro, é o primeiro lugar  onde aprendemos a conviver com outros humanos, com suas regras, vontades, possibilidades... Daí  vem a escola. Aquele local escolhido a dedo pelos pais, que acolherá nosso anjinho sem asas, nossa melhor obra prima.

É neste ambiente que, no início, mães saem com lágrimas nos olhos, com um sentimento de dor e alívio, tentando fazer de tudo para confiar que nossa criancinha será bem tratada, querida e que, de quebra, receba uma boa educação. Mas porque quando estamos exercendo nosso papel de educador, por alguns instantes nos esquecemos desta máxima que procuramos ao buscar uma escola para nossas crianças?

O afeto não é apenas um amor incondicional, e sim sentimentos que muitas vezes nos movem a fazer várias coisas, inclusive a aprender.  Por exemplo, quem não aprende melhor a língua inglesa lendo e escutando a letra da sua banda preferida? Quem não lembra facilmente da geografia de um lugar que pode conhecer, colocar a mão na terra, sentir o cheiro da maresia? E a aula de biologia que fora dada no jardim da escola, numa caça ao tesouro de folhas e flores...

Obviamente, se pensarmos em pré escola ou até nos anos iniciais do fundamental, fica mais claro entender a importância de uma criança vincular-se positivamente a um professor para aprender mais facilmente. Depois, com a inclusão de salas maiores, mais professores e mais matérias para serem apresentadas, tendemos a não dar muito valor aos sentimentos na escola.

Autores como Wallon, estudam a importância do afeto na educação. Este autor coloca que os sentimentos são uma importante forma de comunicação que a criança tem com o mundo. Se esta criança não for orientada a falar sobre seus sentimentos, e do outro lado, não tiver um professor que acolhe estes pensamentos e sentimentos, como aprender bem? Ouvi uma vez de uma professora muito querida que o professor era a segunda chance na vida de uma criança. Levo isso como verdade pétrea.  Não importa a fase da vida em que estamos, se um professor está preparado para ministrar sua matéria e pronto para se relacionar com seu corpo discente, não terá alunos, terá discípulos, poderá mudar vidas.

Obviamente não serão psicólogos, nem médicos, nem casamenteiros nem advogarão em todas as causas dos alunos, mas estarão atentos aos seus problemas e às suas facilidades, formarão pessoas com capacidade de não apenas trabalhar com as matérias que estão na lousa, mas de entender e colocar-se no lugar de um colega e de traçar um plano de como ajudá-lo. E não é de pessoas assim que o mundo está precisando?


Olhem  a importância do trabalho de um professor. Claro que, muitas vezes, ele não estará em seu melhor momento de vida e poderá afastar-se um pouco de sua nobre caminhada. Mas com certeza será acompanhado pelos seus alunos que o apoiarão, pois aprenderam, com ele a entender e expressar seu afeto. A obrigação da escola é conhecer seus alunos e ensinar as matérias com efetividade. Mas de bônus, um com bom professor, ensina com qualidade e afetividade. Que tal olhar nos olhos de seus alunos hoje?


POR VIVIAN CAMILA

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