segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Distúrbios de aprendizagem - Definição; Os mais comuns e os profissionais que podem identificá-los.

Distúrbios de aprendizagem

Quando ocorre uma falha no processamento das informações recebidas pela criança, adequadamente, através do meio externo (visuais, auditivas e cinestésicas), e ela não consegue integrar, processar e armazenar tais informações isto dificulta o processo de saída seja pela leitura, escrita e cálculo. A este acontecimento podemos atribuir que ele esteja associado a um distúrbio de aprendizagem, caracterizado por uma disfunção no SNC (Sistema Nervoso Central). 

Com isto, podemos dizer que a pessoa nasce com distúrbio e que na maioria das vezes tem sua origem genética e hereditária. Mas em alguns casos poderá ser adquirida, por exemplo, a afasia (perda de linguagem)  manifestada por pessoas que sofreram um acidente vascular cerebral, e que pode ter algumas das suas habilidades prejudicadas e com isto apresentar o distúrbio.

Um diagnóstico precoce alcançará resultados significativos e ajudará no tratamento, além de uma  boa e correta orientação a família e escola. Este diagnóstico normalmente é fechado por uma equipe multidisciplinar e poderá ser composta por:
  • Psicopedagogo;
  • Psicólogo;
  • Psiquiatra;
  • Pediatra;
  • Fonoaudiólogo;
  • Geneticista;
  • Oftalmologista
  • Neurologista entre outros.
Entre os distúrbios de aprendizagem temos: Dislexia, Disgrafia e Discalculia. Abaixo um breve resumo destes distúrbios que afetam as habilidades da escrita, leitura, numérica, desenvolvimento motor e cognitivo.

Dislexia: É uma dificuldade de aprendizagem de origem neurológica. É caracterizada pela dificuldade com a fluência correta na leitura e por dificuldade na habilidade de decodificação e soletração. Essas dificuldades resultam tipicamente do déficit no componente fonológico da linguagem que é inesperado em relação a outras habilidades cognitivas consideradas na faixa etária.

O diagnóstico é feito pela equipe multidisciplinar, que utilizam uma avaliação minuciosa e de exclusão, ou seja, será investigado  se a criança possui déficit intelectual, disfunções ou deficiências auditivas e visuais, lesões cerebrais (congênitas e adquiridas),desordens afetivas anteriores ao processo de fracasso escolar (com constantes fracassos escolares o disléxico irá apresentar prejuízos emocionais, mas estes são consequências, não causa da dislexia).

Para o tratamento da dislexia será necessário levar em conta a realidade sócio-cultural de cada aprendente, e deverá ser respeitada a individualidade de cada um. Dependendo da idade do paciente são utilizados materiais lúdicos como computador, jogos, brinquedos para uma estimulação indireta ou exercícios direcionados, sendo uma terapia mais diretiva.

DisgrafiaAlteração da escrita que a afeta na forma ou no significado, sendo do tipo funcional. Perturbação na componente motora do ato de escrever, provocando compressão e cansaço muscular, que por sua vez são responsáveis por uma caligrafia deficiente, com letras pouco diferenciadas, mal elaboradas e mal proporcionadas.
De forma geral, a criança com disgrafia apresenta uma série de sinais ou manifestações secundárias motoras que acompanham a dificuldade no desenho das letras, e que por sua vez a determinam. Entre estes sinais encontram-se uma postura incorreta, forma incorreta de segurar o lápis ou a caneta, demasiada pressão ou pressão insuficiente no papel, ritmo da escrita muito lento ou excessivamente rápido.

Discalculia: É um problema causado por má formação neurológica que se manifesta como uma dificuldade no aprendizado dos números. Essa dificuldade de aprendizagem não é causada por deficiência mental, má escolarização, déficits visuais ou auditivos, e não tem nenhuma ligação com níveis de QI e inteligência.

Crianças portadoras de discalculia são incapazes de identificar sinais matemáticos, montar operações, classificar números, entender princípios de medida, seguir sequências, compreender conceitos matemáticos, relacionar o valor de moedas entre outros.

Por Karla Carvalho





Referencias:
http://www.dislexia.org.br/
http://www.brasilescola.com/doencas/discalculia.htm
http://www.appdae.net/disgrafia.html
http://www.psicopedagogia.com.br/artigos/artigo.asp?entrID=339