sábado, 16 de abril de 2016

O que é disortografia?

Esta semana vamos falar um pouco sobre mais um “dis” que encontramos como um dificultador da aprendizagem.
Imagine que você estudou bastante e precisa mostrar o que aprendeu em uma prova escrita. Ou ainda precisa deixar um recado um pouco mais complexo...mas... você simplesmente não consegue colocar no papel de forma que outra pessoa entenda o que está tão claro e límpido na sua mente...Digno de um pesadelo, não é mesmo?
A disortografia se apresenta como uma dificuldade em expressar-se pela escrita.
O indivíduo com esta problemática não consegue organizar um texto nem expressar seus conhecimentos segundo as regras ortográficas vigentes em sua língua mãe.
Escrever uma simples redação ou ainda responder a uma questão objetiva nas provas pode ser motivo de desespero para estes indivíduos. Eles não tem facilidade em organizar o texto em parágrafos, cometem erros gramaticais frequentemente e bem como na disgrafia, a letra pode apresentar-se ilegível e a escrita ser lentificada.
Os trabalhos dos indivíduos com disortografia não tem uma boa apresentação, parecem “sujos” , confusos, podem trocar letras, omiti-las, juntar ou separar palavras de forma inadequada, o que prejudica muito o entendimento de quem vai receber a informação escrita.
Neste transtorno, todas as funções estão preservadas, o indivíduo foi instruído, ensinado de forma correta e sua inteligência é dentro do esperado para sua faixa etária.
A disortografia “pura” é mais raramente encontrada, geralmente ela vem acompanhada pela dislexia, portanto um acompanhamento do desenvolvimento escolar da criança pode alertar pais, professores e cuidadores para que ela seja avaliada e, se necessário, passe por uma orientação e intervenção corretas o mais cedo possível, assim haverá a possibilidade de minimizar as dificuldades que certamente virão, caso o aluno não seja atendido.

Obviamente, uma criança no começo de seu processo de leitura e escrita cometerá erros, e não se deve esperar que um pecorrucho de 5 anos saiba ler e escrever e um de sete escreva textos perfeitos e leia brilhantemente. Porém, com 8, 9 anos ele já deve ter uma maior competência nestes processos, que serão a base para todo e qualquer ensinamento que seu filho passará durante a vida. Se você tiver alguma dúvida, converse com o professor ou com um psicopedagogo de sua confiança. O que não pode é deixar que “o tempo dele” chegue muito tarde e atrapalhe a aprendizagem e a vida acadêmica e social de nossas crianças.


Por Vivian Camila.

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