sábado, 18 de junho de 2016

Nem todas crianças são iguais

Hoje, com a política de inclusão nas escolas, nossas crianças estão tendo contato com outras crianças muitas vezes um pouco diferente delas. Crianças que não ouvem ,não veem, não param quietas, brigam demais, não entendem o que a professora explica ou tem dificuldades de locomoção.
Pesquisas indicam que estas crianças desenvolvem-se muito na companhia das crianças que tem mais facilidades que elas. Além disso, esta conivência fortalece a sensação de pertencimento destas crianças e de seus familiares.
Este dia a dia também ajuda muito as crianças ditas ‘normais’. Convivendo com outros alunos que possuem necessidades diferentes das delas, aprendem a serem mais tolerantes, a colocarem-se no lugar dos outros, a serem mais solícitas, mas não conseguem nada disso sem a ajuda de um adulto.
Professores, pais e familiares tem que atentar-se ao que as crianças contam de seu dia a dia escolar, devem frequentar a escola de seus filhos, conhecer coleguinhas e seus familiares. Adultos não devem permitir, de forma nenhuma, gozações, xingamentos entre as crianças, por exemplo. Devem auxiliá-los a entender e conviver com as diferenças, afinal isso faz tanta falta nos dias de hoje! Como podemos ajudar?


*Conheça o amigo de seu filho que passa por qualquer tipo de dificuldade, motora, sensorial, de comportamento ou de aprendizado. Se possível for, o convide para estudar ou brincar com seu filho.
*Aproxime-se dos pais da criança com a necessidade especial. Amigos fazem muita diferença na vida das pessoas! Às vezes você não sabe como ajudar diretamente com a dificuldade da criança, mas se oferecer para lavar uma louça, varrer um cômodo ou mesmo oferecer um café com um bolinho para bater um papo, pode mudar o dia daquela família.
*Em caso de festinhas na escola, não exclua ninguém. É muito triste para pais e crianças verem que seus filhos não são convidados para comemorações.
*Pratique a empatia sempre. Coloque-se no lugar do outro. Como você se sentiria se seu filho passasse pelo mesmo problema? Como a criança se sente perante ao tratamento que você, seu filho, os colegas ou as pessoas da escola tem para com ele?
* Informação é bom sempre. Caso os pais queiram contar o problema pelo qual passam, escute mas não repasse a informação sem a autorização deles. Se não conhece a problemática, procure informar-se antes de criticar.

Nós podemos ajudar nossos filhos e alunos a viverem num mundo bem melhor. Basta sermos o exemplo deles. 

POR VIVIAN CAMILA

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