domingo, 23 de outubro de 2016

Os humanos e a tecnologia

Esta semana, fomos alertados por toda a imprensa a respeito de uma horrível notícia. Um garoto teria sido encontrado enforcado em função de uma brincadeira feita pela internet, na qual jovens competem para ver quem consegue ficar mais tempo sem respirar.

O fato chocou as pessoas mas também as alertou das coisas que jovens encontram na internet as quais seus pais ou cuidadores não tem a mínima noção que ficam disponíveis na rede.

Também recebo no consultório diariamente a mesma queixa: - “Meu filho fica muito na internet e no telefone, não dorme, fica distante de nós. Já tentei de tudo, até desligar a energia elétrica da casa, mas não adianta”. Que sufoco!

A cada dia todos nós (e não apenas as crianças e os jovens) estamos viciados em tecnologia. Quantos dias você consegue usar seu celular apenas para ligações? Sem aplicativos de mensagens, de receitas de fotos, ou qualquer outro? Quanto tempo você fica acessando a internet quando está em casa e poderia fazer mais companhia aos familiares? O que você está ensinando a sua família com seus atos?




É só irmos a um restaurantes que vemos crianças pequeninas com acesso direto a tablets . –“ Ela adora ver vídeos” , dizem os pais. Mas você realmente sabe o que seu filho está vendo? Até vídeos pornográficos ou violentos com desenhos de personagens infantis ficam disponíveis sem filtro nenhum na internet.

Quantas vezes reclamamos de ler um livro para a criançada, ver pela centésima vez um filme com eles ou ainda ficamos malucos com a vontade deles de correr, jogar bola e andar de bicicleta dentro de casa? Quanto de nosso tempo livre usamos para pensar em nossos problemas e tentar relaxar sem as crianças por perto?  - “ Ao menos no computador ele fica quieto dentro de casa”. Quanto estamos colaborando para que nossas crianças praticamente sejam viciados em tecnologia?

O que o uso excessivo de internet, games e afins pode acarretar? Porque damos um celular a uma criança de menos de 10 anos que nem sai sem algum responsável de casa?  -“Ah, ele só usa os joguinhos...”. Inúmeros casos de crianças que fogem de casa, pedofilia, dificuldade em fazer amizades ou relacionar-se com familiares, dificuldades na escola podem advir do uso incorreto dos computadores.

Mas o que pode ser feito? Vamos dar algumas dicas:

·         Quanto menor a criança, menos tempo ela tem que ter contato com este tipo de tecnologia. Busque jogos educativos que ela possa pegar, sentir, dividir a brincadeira com outras crianças e adultos.
·         Leia para as crianças, incentive o manuseio de livros (ainda são acessíveis para toda a população e ajudam muito na escolarização, por exemplo).
·         Invista tempo em brincadeiras nas quais vocês tenham que mexer o corpo, incentive a prática esportiva desde pequeno.
·         Computador em casa com criança e adolescente deve ficar na sala. Nada das pessoas ficarem separadas em seus quartos. Como os pais tem responsabilidade, inclusive jurídica pelos filhos é necessário respeitar a individualidade, mas o filho tem que saber que, de vez em quando, se sentir a necessidade, o pai tem o direito e o dever de olhar seus contatos, suas conversas, seus acessos.
·         Aproveite o tempo para conhecer seu filho, os amigos deles, os pais dos amigos. Você vai encontrar diversão e relaxamento para você também, evitará muitos problemas, fará novas amizades.


Passe um tempo de qualidade com a filharada. Se possível, o maior tempo que puder. Valerá a pena. Relacionamento se constrói no dia a dia, conversando juntos, fazendo uma refeição juntos, vendo um filme juntos, batendo uma bolinha juntos. Prepare-se para uma jornada desafiadora mas maravilhosa!

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