quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

O adolescente e a sexualidade! Você conversa sobre SEXO com seu filho?

Hoje é o dia mundial de luta contra a AIDS. Os índices indicam que a  população mais jovem, de 15 a 30 anos, que não tiveram tanto contato com os horrores da doença, tem sido a população que mais tem se infectado com a doença.
Outras moléstias sexualmente transmissíveis como a gonorréia, a sífilis, além da gravidez na adolescência tem aumentado muito nesta população também. Com estes números pensamos... Mas como isto está ocorrendo? Hoje os jovens tem a informação onde querem, qualquer um tem internet na escola ou no celular. A maioria dos programas de TV tem alguma cena ou fala que nos remete ao sexo. A escola fala sobre sexualidade... Onde há a falha?
Uma das dicas a ciência nos dá. O lobo frontal (parte do cérebro que fica perto da testa) é o que mais demora a amadurecer. Acredita-se que ele estará pronto aos 21 anos de idade. É ele o responsável pelo planejamento das ações, por avaliar o resultado do que se fez... E, se ele ainda não está maduro, “erros” nesta avaliação podem acontecer. O adolescente também passa por uma fase de “pensamento mágico” ou seja, por mais que ele saiba que qualquer relação sexual traz o risco de gravidez indesejada, ele sempre acha que com ele não acontecerá.
Mas que dificuldade, você pode pensar. Como posso ajudar meu filho? Conversando, conversando, conversando, dando responsabilidades a ele e conseqüências também. Assim ele vai “fortalecendo” esta área cerebral e entendendo mais sobre as conseqüências de seus atos. Além do mais você concorda com tudo o que vê na televisão e na mídia em geral? Acredito que não. Então discuta com seu filho sobre o que você pensa sobre sexualidade, relacionamentos, prevenção... Sempre de modo que ele esteja preparado a entender, ou seja, não adianta falar de prevenção a AIDS com uma criança de 5 anos, mas com um pré adolescente de 12,13 anos sim.

Os jovens, sempre procurarão alguém que confiam para tirar suas dúvidas da vida. Talvez não os pais, mas um tio, professora, madrinha, primo... E todos nós devemos estar preparados para dar a eles a resposta cientificamente correta e coerente com nosso pensamento sobre a questão. Este vínculo de confiança tem que ser  estimulado desde pequenino, não há como querer que um adolescente converse sobre tudo com alguém que nunca dedicou um pouco de tempo a ele.
Outro fator. Como conversamos semana passada, prestar atenção em seu comportamento é extremamente importante. O adolescente quer e precisa ser  observado pelos adultos que o cercam, já que ele está em época de descoberta e conhecimento da vida. O deixar por si só é um erro.
Como esta geração não teve contato com os horrores da AIDS onde ídolos da juventude morriam esqueléticos e rapidamente, eles não entendem que a doença mata e que, apesar do avanço da medicina com os coquetéis, a vida de um soro positivo não é nada fácil.  Ele tem que lutar diariamente com o preconceito, com os efeitos colaterais da medicação (que não são poucos)  e com a doença em si, que continua a matar muitas pessoas.
Muitas crianças nascem sem um mínimo preparo de seus jovens pais. A família acaba por criar, muitas vezes os pais param de estudar. Não que isto seja impossível de se vivenciar, mas com certeza traz mais dificuldades do que já se tem nesta fase.  Sequelas de sífilis e gonorréia estão deixando a saúde de jovens e crianças vindas desta união bem mais frágeis. Apesar do tratamento ser relativamente rápido e eficiente, se não bem cuidados podem levar à esterilidade, e a sífilis, pode chegar a uma fase que, se não for tratada, pode  atingir o cérebro e causar cegueira, insanidade, paralisias, problemas cardíacos e até óbito. No bebê, ela pode causar cegueira, surdez, problemas ósseos bem como deficiência mental.

Sabendo da gravidade destes problemas, vamos ajudar nossos jovens a viverem melhor? Que tal apresentar o mundo a eles de forma mais coerente? Junte-se ao seu adolescente, ao lado dele a vida pode ser bem melhor para vocês dois.

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