quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Atenção


Uma visita ao oftalmologista pode ser a diferença entre o sucesso e os problemas de aprendizado







“Atenção total com a saúde visual e o comportamento das crianças na volta às aulas”.
Cerca de 80% dos estímulos recebidos pela criança se dão através dos olhos, e problemas oftalmológicos não tratados podem comprometer diretamente o rendimento escolar infantil.
É necessário fazer uma consulta ao oftalmologista desde pequeno, e pelo menos uma vez por ano realizar exames de rotina preferencialmente no início do ano letivo.
Cerca de 20% das crianças em idade escolar precisam usar óculos de grau, entretanto 80% nunca fizeram exames. E embora 95% dos pais reconheçam que é importante que seus filhos façam um exame oftalmológico anual, menos da metade realmente coloca isso em prática.
E saiba que filhos que não reclamam de nada, são os que devem preocupar mais os pais.
É grande o número de crianças que não expõem as dificuldades que estão passando, tanto para enxergar o que a professora está escrevendo no quadro negro, como para ler um livro, fazer a lição de casa ou pesquisas na internet. Esse tipo de dificuldade pode causar impacto negativo nas notas, gerar problemas na alfabetização e até mesmo comprometer a autoestima.
O exame oftalmológico avalia o olho de forma geral, passando não somente por deficiências como astigmatismo, hipermetropia e miopia, mas também em relação a problemas da musculatura do olho que pode causar pequenos desvios.
Um dos problemas mais comuns em crianças com menos de seis anos de idade é a ambliopia, ou síndrome do olho preguiçoso. Isso ocorre quando o cérebro não consegue alinhar os olhos apropriadamente, fazendo com que duas imagens distintas sejam enviadas para o cérebro e a criança passa a ter visão dupla. O cérebro, então, costuma suprimir a imagem capturada pelo olho problemático,ou seja, a criança passa a usar apenas um olho para enxergar.
É importante que os pais estejam atentos a alguns sintomas , tais como, dificuldade de concentração, compreensão e atenção, queixas de visão dupla e embaçada, se apontam para as palavras enquanto lêem, se evitam tarefas de perto, se esfregam os olhos etc.
Fique atento aos sintomas:
Uma criança míope, vai normalmente ter o habito de aproximar os objetos e se aproximar da televisão, por exemplo. Uma criança hipermetrope terá dificuldades de leitura e, provavelmente terá queixas de cansaço ocular e dor de cabeça ao fim do dia. Por isso, é importante observar a criança no seu dia a dia.
Trocar letras como “b” por “p”, “m” por “n” ou “c” por “s” é comum no início da fase escolar. Mas, quando a criança começa a trocar letras de forma incomum, pode ser indicativo de astigmatismo.
Quando há um ‘v’, por exemplo, o portador de astigmatismo acaba vendo a letra “w”.
Nesse caso não temos uma troca de letras ,e sim, uma duplicação de letras.
O astigmatismo também distorce a visão, fazendo com que a criança confunda “h” com “n”. “Se a criança é ativa, de fácil aprendizado e, de repente, começa a trocar letras, fique atento, é bom procurar um especialista.
Outro sinal de dificuldade de visão é observado naquelas crianças que copiavam lições do quadro com agilidade e, de repente, ficam mais lentas e dispersas. Nem sempre isso é falta de disciplina. Esse comportamento também pode ser sinal de dificuldade em enxergar com clareza, o quadro negro, as tarefas e os livros.
Para que os problemas de visão não comprometam o aprendizado, é fundamental que os pais levem seus filhos para fazer um check-up oftalmológico.

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