quinta-feira, 1 de setembro de 2016

A aprendizagem de nossas crianças

       E vamos lá para a última parte explicativa de nosso texto da volta às aulas. Como vai a aprendizagem de nossas crianças? Você sabe em quais matérias seu filho tem maior dificuldade ou facilidade? E dentro desta matéria, qual a dificuldade? É de entender o que  o texto diz? É na leitura? Na escrita? No contar?
       Há quanto tempo você não vai às reuniões de professores? Ou se não pode ir, quem vai em seu lugar? O que significa  a escolha para seu filho? Ele tem feito as tarefas ?  E a qualidade das tarefas, como andam? Não vale copiar e colar do Google para entregar a atividade e não aprender nada com isso.
Ufa! Quantas perguntas!! Pois é, acompanhar a escolaridade das crianças é assunto sério. E tudo isso não termina quando eles vão para o fundamental 2, no sexto ano, quando achamos que não precisam mais do nosso apoio, que se vão mal é porque são preguiçosos, folgados... Às vezes até pode ser preguiça mesmo, já que nossa escola muitas vezes se mostra menos interessante que os outros desafios que nossos jovens encontram fora dela, mas o fato é que a escola é o maior caminho para a liberdade. Sabendo ler bem, escrever bem, contar bem, fazer uma ótima interpretação de texto é que nossas crianças poderão ser o que quiserem nesta vida! Olhe a importância disto!
Pesquisas indicam que 50% de nossa população escolar são analfabetos funcionais. O que quer dizer isto? Quer dizer que sabem ler e escrever (não necessariamente com qualidade – leitura ruim, truncada e com muitos erros de escrita) além de terem muita dificuldade em interpretar texto, ou seja , leem mas não entendem nada do que leram. Você já fez este teste? Peça para seu filho ler um texto e dizer a você o que entendeu dele. Você pode assustar-se com o resultado desta simples ação.

Um jovem com todas estas dificuldades até pode chegar à faculdade, mas que qualidade de profissional sairá dela? Nem tudo eles poderão resolver com uma calculadora ou com a internet. Você gostaria de ir a um médico que pouco estuda? E contrataria um administrador que não sabe ao certo o que fazer com seu dinheiro? Deixaria seu filho nas mãos de um pedagogo que copia as técnicas da internet, mas não sabe ao certo para que as usa? Pois é... nossos filhos não podem fazer parte desta estatística.
Acompanhe o aprendizado de seu filho, seja “chata” , olhe as tarefas, o acompanhe quando estiver estudando no ensino médio, converse com os professores no fundamental 1 e 2. Não é porque ele está entrando na adolescência que ele não precisa mais de você. Ele pode não querer tanto sua ajuda, mas com certeza sentirá-se muito feliz de saber eu você está por perto. Obviamente, quanto mais velho for, mais responsabilidade terá. Não faz sentido um rapaz na faculdade precisando que os pais vejam se sua tarefa está coerente com a demanda universitária, mas é necessário o apoio ao adolescente que presta vestibular, por exemplo.

Ah! E não permita que as dificuldades escolares se perpetuem bimestre a bimestre, ano a ano. Isso gera baixa auto estima, bullying, depressão e mais dificuldade para apreender o mundo que o cerca. Busque a orientação de um psicopedagogo de sua confiança aos primeiros sinais de que algo não vai bem. Ele o orientará com o que for necessário e ajudará seu filho  a transpassar suas dificuldades. Você é responsável pelo futuro dele.

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