TRABALHO DO PSICOPEDAGOGO CLÍNICO


Para evitar questões persecutórias e favorecer a formação do vínculo terapeuta/paciente, o primeiro encontro com a criança e/ou adolescente deve ser permeado de confiança e respeito. Pergunta-se à criança se ela sabe por que irá freqüentar um psicopedagogo, esclarece-se o trabalho que será realizado e respondem-se as perguntas que forem feitas. Segundo Bossa (1999, pp. 33-5), o psicopedagogo clínico deverá sempre:
• Conversar com a criança para auxiliá-la na compreensão e elaboração das
suas dificuldades.
• Brincar, pois brincando também se aprende muita coisa sobre o
funcionamento da vida, além de desenvolver a criatividade e a capacidade
simbólica.
• Jogar, pois assim a criança aprende a aceitar regras, além de desenvolver o
raciocínio, a atenção e a concentração. E também percebe que, em diferentes
situações, há ganhos e a perdas.
• Ler para a criança a fim de que ela possa conhecer e saber muitas coisas
sobre a vida e o mundo em que vive.
• Olhar as tarefas e auxiliá-las nas dúvidas e correções, analisar e entender os
erros para que os compreenda e não volte a repeti-los.
• Propor atividades para desenvolver habilidades e competências requeridas
no aprendizado escolar.
• Ajudar a encontrar a melhor maneira de estudar, pois a criança irá descobrir
o que facilita a sua compreensão e a sua memorização.
• Conversar com os pais para que possam compreender e aceitar as possíveis
dificuldades do filho (a), bem como orientá-los sobre a melhor maneira de
ajudá-lo (a).
• Sugerir que troque a criança de escola, se não for adequada para ela.
• Criar um espaço de aprendizagem a fim de proporcionar condições para que
a criança possa entender o que acontece com ela, mudando assim a direção
de sua trajetória. O psicopedagogo deverá deixar claro à criança que irá ajudá-la a aliviar a dor que talvez esteja sentindo, mas enfatizar que ele não poderá fazer isso sozinho e que ela tem sua responsabilidade nesse processo.
Nesse sentido, Bossa (1999) ressalta que é necessário a criança saber que:
• Falar dos seus medos, angústias, alegrias e tudo que a incomoda ou a
agrada;
• Brincar com o psicopedagogo, fazer o que ele pede e realizar as atividades
propostas trará benefícios a ela;
• Pode perguntar tudo que quiser saber;
• Pode dizer tudo o que pensa, inclusive se não gostar do psicopedagogo;
• Precisa cooperar com o psicopedagogo;
• É importante que não se atrase ou falte nas sessões marcadas com o psicopedagogo, pois a continuidade do trabalho é fundamental para sanar suas
dificuldades. Faz-se necessário apontar à criança que, talvez, em alguns momentos ela não queira estar lá, por não querer enfrentar suas dificuldades.


O psicopedagogo deve ajudar a criança a encarar as resistências que surgem no decorrer do processo e explicar que fugir dos problemas trará mais dor e sofrimento. É importante dizer à criança que tudo que for conversado no consultório será segredo dos dois, que se manterá sigilo.
Mas os pais e professores têm de saber, não é? Nesse caso, o psicopedagogo deverá conversar primeiro com a criança e esclarecer o porquê da necessidade de conversar com seus pais e com a equipe escolar. Todos juntos poderão ajudá-la e, assim, ela só terá benefícios. Nem sempre a criança consegue verbalizar seu sofrimento. Às vezes, nem sabe o que está sentindo, o que a faz sofrer, mas ela fala sem saber que está falando. Isso acontece quando ela brinca, joga, desenha, modela, conta e elabora histórias. Utilizando-se da linguagem pictórica e lúdica, acaba revelando sentimentos e
pensamentos que desconhece.
O trabalho clínico terminará quando a criança, sozinha, conseguir enfrentar os desafios que surgirem e quando a escola for um espaço agradável.






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