TRATAMENTO (intervenção)

   A partir deste ponto pode-se construir um programa de trabalho para superação das causas e, consequentemente, do sintoma.
   E claro que nada é estanque e cristalizado. Deve-se ter em mente que o conhecimento que o psicopedagogo terá durante o trabalho será ampliado, refinado, e o programa estabelecido poderá então ser revisto, aperfeiçoado.
   Cabe aqui, entretanto, algumas considerações importantes.
   A necessidade de uma nova entrevista com os pais do paciente para torná-los cientes dos resultados encontrados e para o estabelecimento das regras do trabalho terapêutico. Trata-se da entrevista devolutiva e do contrato de tratamento.
   Em relação a devolutiva deve-se ter claro que o a ser considerado será o paciente. Numa linguagem adequada ele deverá tomar conhecimento da proposta de trabalho oferecida pelo terapeuta, do tempo previsto para esse trabalho, dos dias e horários possíveis de atendimento. Essa conversa poderá ser realizada ao final do diagnóstico, de maneira clara, breve, sem explicações desnecessárias, mas tendo-se o cuidado de incluir o paciente nas decisões possíveis. Este deverá ser informado, inclusive, das entrevistas com pais e professores e de seu objetivo, tornando-o participante de todo o processo, de modo simples, rotineiro e discreto.

ALTA

   O processo de alta deverá ser cuidadosamente planejado à partir do momento em que houver consenso entre psicopedagogo, escola, família e paciente de que este último já apresenta condições de resolver sozinho suas questões cognitivas e emocionais. Isso não significa que todas as causas tenham sido sanadas e os sintomas desaparecido, mas que o paciente, único que pode resolver essas questões, já encontrou o caminho e está suficientemente fortalecido para superar suas dificuldades.


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